Construção Construtora brasileira em dificuldades para obter financiamento para evitar "default"

Construtora brasileira em dificuldades para obter financiamento para evitar "default"

A Odebrecht, construtora brasileira envolvida no escândalo Lava Jato, pretende obter um empréstimo de 3,5 mil milhões de reais, mas os bancos só estão dispostos a financiar menos de metade deste valor.
Construtora brasileira em dificuldades para obter financiamento para evitar "default"
Reuters
Negócios 14 de fevereiro de 2018 às 13:26

A Odebrecht está a enfrentar dificuldades em obter o financiamento necessário para escapar a um processo de incumprimento.

 

A construtora brasileira envolvida no escândalo Lava Jato está a negociar com os bancos credores um novo empréstimo de 3,5 mil milhões de reais (860,9 milhões de euros), mas os bancos só estão disponíveis para conceder um financiamento de mil milhões de reais (246 milhões de euros).

 

A notícia está a ser avançada pela Folha de S. Paulo, que dá conta que os "bancos querem evitar um default da Odebrecht", mas não aceitam pagar a conta toda e pretendem que a construtora avance com uma reestruturação de toda a dívida, incluindo a emissão de obrigações colocadas no exterior.

 

A Odebrecht recusa este cenário, pois teme que ao não reembolsar os  investidores estrangeiros fique sem acesso a financiamento externo.

 

O Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Santander são os principais credores da Odebrecht, que em Abril tem um relevante reembolso de dívida, no total de 500 milhões de reais.

 

Para combater a descida da liquidez da empresa, a construtora tem em curso um plano de venda de activos. Já encaixou 7 mil milhões de reais, sendo que o objectivo passa por angariar um total de 12 mil milhões de reais.

 




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comentários mais recentes
A próxima é a Oi Há 1 semana

Mas ha quem compre Pharol, pelo que deve ser equivoco...

Camponio da beira Há 1 semana

Então quer dizer que esta empresa era como se fosse publica, só funcionava com os apoio indirecto do estado nas manigancias? È que a ser assim muitas das nossas maiores empresas (cheias de politicos)só funcionam a base de favores.´dos colegas no governo.

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