Automóvel Construtoras de automóveis aceitam pagar 100 milhões para o fundo da Takata

Construtoras de automóveis aceitam pagar 100 milhões para o fundo da Takata

Treze construtoras de automóveis aceitaram pagar 130 milhões de dólares para um fundo de compensação das vítimas com os defeituosos airbags da Takata.
Construtoras de automóveis aceitam pagar 100 milhões para o fundo da Takata
Reuters
Negócios 13 de fevereiro de 2018 às 23:00
Um grupo de 13 construtores de automóveis vão contribuir com 130 milhões de dólares (105 milhões de euros) para compensar as vítimas dos airbags com defeito produzidos pela japonesa Takata, no âmbito de um acordo para resolver a falência da companhia nipónica, noticiou a Reuters, citando um advogado de acusação.

O acordo abre caminho à posterior venda do negócio de componentes automóveis, não incluindo o dos airbags, à Key Safety Systems, uma unidade da chinesa Ningo Joyson Electric Corp, cujo pré-acordo prevê o desembolso de 1,6 mil milhões de dólares. 

A Takata e a unidade norte-americana, TK Holdings, avançaram para o processo de insolvência no ano passado, depois da maior recolha de veículos alguma vez feita, originada pelos problemas nos airbags que podiam explodir com o excesso de força. 

O advogado Joe Rice, da Motley Rice, que representa dezenas de queixosos, diz que o acordo, revelado nos documentos em tribunal, pretende manter as operações da Takata à tona para que conclua os kits de substituição. Muitos milhões de airbags foram recolhidos, mas ainda não substituídos, acrescenta a Reuters.

Em troca da contribuição, os queixosos retiravam a sua oposição ao negócio. As vítimas poderão vir a receber, ainda, de um fundo separado de 125 milhões de dólares, criado no âmbito de um acordo com o Departamento de Justiça feita pela Takata no ano passado. 

Ainda assim, o mesmo advogado diz que os fundos deverão não ser suficientes para todas as vítimas, que ainda podem processar as construtoras de automóveis. Com a excepção da Honda, que se comprometeu com a criação de um fundo para assegurar que todos os acidentados com carros seus  são compensados na totalidade.

Pelo menos 22 pessoas morreram e centenas ficaram feridas em todo o mundo, por causa dos defeitos dos airbags.



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