Automóvel Continental avisa: carros eléctricos vão custar empregos

Continental avisa: carros eléctricos vão custar empregos

O CEO da empresa de componentes para automóveis admite que alguns empregos, "dado o seu baixo valor acrescentado (...), vão ser perdidos." Mas espera que seja possível, com antecedência, suavizar a transição e compensar com empregos ligados à produção de carros eléctricos.
Continental avisa: carros eléctricos vão custar empregos
Bloomberg
Negócios 30 de dezembro de 2016 às 15:58

O presidente executivo da Continental, a multinacional alemã que tem fábricas e actividade comercial em Portugal, alertou que a transição dos automóveis movidos a combustível para viaturas eléctricas vai ter um impacto negativo nos empregos. A eliminação de postos de trabalho poderá ser, contudo, parcialmente compensada por novas posições especificamente relacionadas com a nova vaga de automóveis.

"Dado o seu baixo valor acrescentado, há empregos na área da produção que vão ser perdidos," admitiu Elmar Degenhart ao jornal Welt am Sonntag, citado pela Reuters. Nas mesmas declarações, contabiliza em 30 mil os postos de trabalho que estão associados à produção de componentes usados em viaturas equipadas com motores de combustão, no total de 218 mil empregados da Continental.

Embora Dagenhart não se comprometa com um número de postos de trabalho dispensados nem diga se o número de empregos a criar vai compensar os eliminados, acredita que haverá tempo mais que suficiente para que a empresa assegure um processo de transição suavizado e "evitar um impacto maior."

A Continental desenvolve actividade em Portugal através de cinco empresas: Continental Mabor (fabrico de pneus, em Famalicão), a Continental Pneus (comercialização de pneus), Continental - Indústria Têxtil do Ave (produtora de telas têxteis), Continental Lemmerz (montagem de rodas) e Continental Teves (fabricante de sistemas de travagem).

No último ano, o grupo alemão tem procedido a uma série de investimentos em solo nacional. Em Janeiro foi iniciada a ampliação da unidade de Famalicão, para "potenciar novos negócios", afirmou então o presidente da empresa, José Teixeira.

Em Abril a Continental anunciou o investimento de 60 milhões de euros numa nova unidade no país para produzir pneus agrícolas em Famalicão, que deverá entrar em funcionamento no próximo ano. Dois meses depois, o grupo recebeu luz verde do Governo para apoios a investimentos de 49,9 milhões de euros no país.


No mês seguinte a Continental Mabor anunciou lucros de 243 milhões no fecho do ano fiscal de 2015, mais 61,5 milhões que no ano anterior.




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comentários mais recentes
Anónimo 31.12.2016

Os construtores de carroças pensaram exactamente o mesmo à 150 anos atrás...

Anónimo 30.12.2016

Isto já não é um país...é uma roubalheira pegada!

eduardo.santos 30.12.2016

O estado já pensa em taxar os novos carros pelo dobro dos actuais-----so pensam em roubar quem trabalha . Todos sabemos quanto nos custa construir uma casa para vivermos com alguma dignidade---------olhem o que o estado faz :-----exije uma renda

Anónimo 30.12.2016

Nada se perde nada se cria,tudo se transforma.Se portugal tivesse levado a transformacao q este pais teve depois da crise de 2008,estava quebrado(os armenios espatifavam tudo).Aqui diz-se:"podar a arvore para a fortalecer".Portugal diz:se der deu,se nao der paciencia,para o ano ha mais.Logica pobre

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