Indústria Cortiça põe galo de Barcelos na “crista” do Ano Novo chinês

Cortiça põe galo de Barcelos na “crista” do Ano Novo chinês

Rolhas e bases com o galo de Barcelos impresso fazem parte da campanha de promoção da cortiça que a associação portuguesa do sector está a fazer na China, que acaba de entrar no ano do Galo, num investimento de 600 mil euros.
Cortiça põe galo de Barcelos na “crista” do Ano Novo chinês
Portugal vai investir 600 mil euros em acções de promoção da cortiça no mercado chinês.
Rui Neves 01 de fevereiro de 2017 às 15:13

A China foi escolhida pela Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor) para mercado de arranque da InterCork III, nova campanha de promoção internacional da cortiça, com um investimento de 600 mil euros em acções de promoção e divulgação das rolhas e seus benefícios num mercado-alvo tanto ao nível do consumo, como da importação e produção de vinho.

A primeira iniciativa do InterCork III na China contou com um stand no Wal-Mart, a maior cadeia de supermercados do mundo, em Pequim, "e em apenas dois dias recebeu a participação de mais de 600 pessoas, que foram presenteadas com rolhas e bases de cortiça com o galo de Barcelos impresso, visto que a China acaba de entrar no ano do Galo", lembra a Apcor, em comunicado.

"A China funciona como mercado influenciador e, neste sentido, queremos que conheçam as nossas propriedades e vantagens. O mercado australiano, por exemplo, tem voltado as atenções para a cortiça pela influência da clara preferência dos chineses pelas nossas rolhas, visto que, segundo o CRT Market Research, 84% dos consumidores preferem comprar vinhos vedados com cortiça", afirma João Rui Ferreira, presidente da Apcor.

O mercado chinês é o quinto maior consumidor de vinho a nível mundial, com uma média de 1,2 litros per capita, e o quarto maior importador de vinhos engarrafados do mundo, num total na ordem dos dois mil milhões de euros.

Segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), a China é o segundo país com a maior área de vinha do mundo, contabilizando 830 mil hectares, logo a seguir a Espanha e à frente da França, sendo já o nono produtor mundial de vinho, situando-se nos 11,1 milhões de hectolitros.

 

Além das rolhas e bases de cortiça, as acções previstas pela InterCork III na China passarão também por formações com "wine educators", o incremento das plataformas digitais ("que contam já com mais de 22 mil seguidores"), programas de reciclagem, participação em feiras, parcerias com o retalho e, ainda, visitas a Portugal.

No âmbito da InterCork, desde 2011 que foram já investidos cerca de 730 mil euros em acções de promoção da cortiça na China.

O InterCork III, que é financiado por fundos europeus, tem cativado um investimento de 7,8 milhões de euros para reforçar a preponderância da cortiça em 10 mercados – Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, China, Brasil, Espanha, Suécia, Dinamarca e Reino Unido, com campanhas segmentadas para cada público.  

A Apcor estima que as exportações de cortiça possam ter ultrapassado em 2016 o valor recorde de 950 milhões de euros, prevendo chegar aos mil milhões de euros este ano.


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