Indústria Corticeira Amorim com lucros de 56,4 milhões até Setembro

Corticeira Amorim com lucros de 56,4 milhões até Setembro

A líder mundial do sector corticeiro lucrou mais 1,1 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano face ao mesmo período do ano passado, enquanto que as vendas registaram um crescimento homólogo de 8,3% para 531 milhões de euros.
Corticeira Amorim com lucros de 56,4 milhões até Setembro
António Rios Amorim, CEO da Corticeira Amorim
Rui Neves 07 de novembro de 2017 às 17:01

 A consolidação da francesa Bourrassé, adquirida em Julho passado, influenciou positivamente o crescimento das vendas da Corticeira Amorim nos primeiros nove meses deste ano. Até Setembro, a líder mundial do sector corticeira facturou 531,47 milhões de euros, mais 8,3% do que no mesmo período do ano passado.

Mesmo sem este efeito da compra da Bourrassé, ou seja, em termos comparáveis, as vendas do grupo presidido por António Rios Amorim teriam registado um aumento homólogo de 5,6%.

"O aumento das vendas resultou essencialmente de um efeito de quantidade, a que se junta um impacto cambial positivo de 1,8 milhões de euros, ainda que inferior ao do primeiro semestre (3,8 milhões)", destaca a Corticeira Amorim, em comunicado enviado esta terça-feira à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

O segmento das rolhas continua a reforçar o seu peso no volume de vendas do grupo de Mozelos, com um crescimento de 12,2% neste período, para 363,7 milhões de euros.

 

Já a área de revestimentos manteve o crescimento das vendas (mais cerca de 1,5%, para 91,1 milhões de euros), enquanto a de aglomerados compósitos diminuiu as vendas em 3,5% para 74,3 milhões e a de isolamentos facturou menos 9,4% para 8,2 milhões de euros.

Mais lucros e pagamento de dividendo extraordinário de oito cêntimos por acção

O resultado líquido da Corticeira Amorim atingiu os 56,4 milhões de euros nos primeiros três quartos do ano, mais cerca de 1,1 milhões do que no mesmo período do ano passado

O EBITDA teve uma variação positiva, ligeiramente acima do aumento das vendas, tendo atingido os 105,4 milhões de euros, tendo o rácio EBITDA sobre as vendas atingido os 19,8%, acima dos 19,4% de há um ano. Excluindo a variação de perímetro, o EBITDA atingiu os 102,9 milhões de euros.

 

O comunicado do grupo da família Amorim sublinha que, "nesta fase inicial, a Bourrassé apresenta uma rentabilidade inferior à Corticeira Amorim, pretendendo-se que os níveis de rentabilidade sejam incrementados nos próximos anos, em consonância com a realidade da restante organização".

 

De resto, "continuou a verificar-se a melhoria da função financeira, devido a níveis de endividamento e a taxas de juro reduzidas", enfatiza a Corticeira Amorim.

 

Como já era previsível, com as aquisições da Bourrassé e, em menor escala, da Sodiliège, em Setembro passado, a dívida líquida aumentou no terceiro trimestre para os 75,8 milhões de euros.

 

A propósito, refere a Corticeira Amorim, "a introdução das novas subsidiárias no perímetro de consolidação faz com que seja necessário consolidar a divida que existia nas empresas adquiridas (no valor de 35,4 milhões de euros), sendo que o custo com a aquisição das participações foi de aproximadamente 31 milhões de euros". 

 

Entretanto, depois de este ano já ter pago um dividendo de 18 cêntimos por cada acção, o conselho de administração da Corticeira Amorim vai propor aos accionistas pagar um dividendo extraordinário de oito cêntimos por acção ainda este ano, em sede de distribuição de reservas atribuíveis, num total de 10,64 milhões de euros.


(Notícia actualizada às 17:30)




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