Empresas COSEC: Insolvências caíram 22% e pedidos de PER recuaram 36% no primeiro semestre

COSEC: Insolvências caíram 22% e pedidos de PER recuaram 36% no primeiro semestre

O número de insolvências de empresas em Portugal recuou 22% nos primeiros seis meses do ano comparativamente com igual período de 2016. No mesmo período temporal, o pedido de PER caiu 36% em termos homólogos.
COSEC: Insolvências caíram 22% e pedidos de PER recuaram 36% no primeiro semestre
David Santiago 27 de julho de 2017 às 12:42

Tanto o número de insolvências como o de pedidos de Processo Especial de Revitalização (PER) em Portugal caíram ao longo do primeiro semestre, segundo dados compilados pela COSEC, seguradora especializada nos ramos de seguro de créditos e de caução, detida em partes iguais pelo BPI e pela Euler Hermes.

 

De acordo com o estudo "COSEC Dinâmica Empresarial", nos primeiros seis meses de 2017 foram registadas 1.557 empresas insolventes em Portugal, valor que representa uma diminuição de 22% face ao período homólogo.

 

Neste relatório, verifica-se ainda que durante o primeiro semestre deste ano houve um total de 271 pedidos de PER, menos 36% do que os 423 pedidos que foram registados em igual período do ano passado.

 

Já o número de registos de novas empresas aumentou 5% nos primeiros seis meses relativamente ao primeiro semestre do ano passado, tendo sido registadas 22.753 novas empresas.

 

Insolvências incidem principalmente nas microempresas

 

As microempresas voltaram a ser o tipo de empresas mais afectadas pelos casos de insolvências, com uma fatia de 67% do total. Segundo a COSEC, esta é uma tendência que se mantém desde 2009. Estas empresas insolventes representavam um volume de negócios conjunto superior a 740 milhões de euros.

 

Também os pedidos de PER foram feitos maioritariamente (77%) por empresas de menor dimensão, neste caso por micro ou pequenas empresas.

 

O relatório refere também que o total de insolvências tem um "potencial impacto de mais de 9.500 postos de trabalho destruídos", assim como tem um impacto negativo de 210 milhões de euros relativos a "créditos aos seus fornecedores que podem não vir a ser regularizados". À volta de 76% dos postos de trabalho em risco são relativos a insolvências apresentadas por micro e pequenas empresas.


No entender de
Berta Dias da Cunha, administradora da COSEC, "os resultados desta análise confirmam a tendência de diminuição do número de insolvências no país e estão em conformidade com o crescimento da economia nacional".

 

Por outro lado, explica Berta Dias da Cunha, "os dados mostram que, apesar dos sinais positivos, permanecem vulnerabilidades nas micro e nas pequenas empresas. A maioria (76%) do número de postos de trabalho em risco estão concentrados nestas empresas, bem como do valor dos créditos a fornecedores (67%)", concluiu.

 

Porto e Lisboa com metade das insolvências


As duas maiores cidades do país, Lisboa e Porto, apresentaram, respectivamente, 25,4% e 23,3% do total das insolvências registadas no primeiro semestre, seguidas na lista de Braga (8,1%), Aveiro (6%) e Setúbal (5,5%).

 

O sector dos serviços foi aquele que observou um maior número de casos de insolvências, com 22,9% do total, mostra ainda o estudo da COSEC. NO TOP 3 dos sectores que tiveram maior número de insolvências surge ainda a construção (20,3%) e o retalho (15,5%).

 

Por fim, no que concerne à criação de novas empresas, são Lisboa (7.488), Porto (3.960) e Braga (1.651) as cidades que lideram, sendo que também se mantém a tendência de maior criação de novas entidades empresariais nos sectores dos serviços (8.818), construção (5.349) e retalho (2.153).




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