Telecomunicações Costa duvida que multa da Anacom aos CTT justifique fim da concessão

Costa duvida que multa da Anacom aos CTT justifique fim da concessão

O primeiro-ministro garante que ainda não chegou ao Governo nenhum pedido para alargamento da quota para rescisões por mútuo acordo.
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Marta Moitinho Oliveira 20 de dezembro de 2017 às 16:26

O primeiro-ministro explicou esta quarta-feira que tem dúvidas que seja possível romper a concessão dos CTT apenas com a multa que a Anacom passou à empresa pela demora no serviço prestado, mas adiantou que o grupo de trabalho criado pelo Governo permitirá dar mais informação ao regulador para tomar decisões nesta matéria.


"Se há ou não, nos termos do contrato de concessão, [lugar a rever a concessão] essa é uma avaliação que cabe à Anacom", disse António Costa, no último debate quinzenal de 2017, em resposta a questões colocadas pelo social-democrata Hugo Soares.


"Se é suficiente duvido que seja", acrescentou o chefe do Governo, referindo-se à multa que o regulador das comunicações aplicou aos CTT perante a demora no serviço postal prestado.


O primeiro-ministro recusou a ideia de uma nacionalização, argumentando que não houve uma privatização, mas tentou mostrar que o Governo não está de braços cruzados perante a degradação do serviço postal e o plano de reestruturação que os CTT anunciaram terça-feira.

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"Até agora a Anacom sinalizou um ponto de incumprimento" no contrato de concessão, tinha dito Costa numa primeira resposta à líder do Bloco de Esquerda. "Queremos carrear e consolidar a informação que nos permita, se necessário, transmitir à Anacom dados complementares que permitam à Anacom tirar as conclusões que são o pressuposto do que a senhora deputada referiu", referiu Costa a Catarina Martins.

A líder do Bloco de Esquerda tinha desafiado o Governo a romper o contrato e a travar o processo de reestruturação. Na terça-feira foi conhecida a intenção dos CTT de reduzir em 800 o número de trabalhadores da empresa.


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Mas ao Governo não chegou qualquer pedido para alargamento da quota para avançar com rescisões por mútuo acordo. O primeiro-ministro lembrou que há duas formas de a empresa poder concretizar o anúncio feito. Ou através de um despedimento colectivo ou do aumento daquela quota. "Não nos chegou até agora qualquer pedido para aumento da quota para rescisões por mútuo acordo", garantiu.



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mais votado Anónimo 20.12.2017

O despedimento de excedentários é normal em qualquer economia desenvolvida do mundo livre. Acontece quase todos os dias em alguma organização do sector público ou privado. A boa gestão de recursos humanos é o maior antídoto para a extracção de valor que luta pelo seu espaço fazendo frente à criação de valor, e que, invariavelmente, leva ao empobrecimento e à mendicante dependência externa.

comentários mais recentes
Anónimo 20.12.2017

No mandato presidencial do Presidente Barack Obama, esse homem de esquerda americano, o U.S. Postal Service despediu muitos milhares de colaboradores excedentários e regressou aos há muito esquecidos lucros trimestrais. Economias de mercado ricas e desenvolvidas, capazes de criar valor consistentemente, não se deixam capturar por perniciosos interesses sindicais porque as reais oferta e procura de mercado não são opcionais. "USPS Records First Profit in Five Years as Obama Calls for Shedding 12K Postal Jobs" www.govexec.com/management/2016/02/usps-records-first-profit-five-years-obama-calls-shedding-12k-postal-jobs/125825/

Anónimo 20.12.2017

A empresa Finlandesa de serviços postais Posti, empresa pública daquela jurisdição escandinava que é uma economia rica e avançada com elevado índice de desenvolvimento humano e dotada de uma cultura cívica e democrática do mais alto calibre, despediu entre 2015 e 2016 7600 colaboradores permanentes tidos como excedentários à luz das reais forças de mercado ditadas pelos gostos, hábitos, necessidades, expectativas e preferências dos clientes e a concorrência movida pelos competidores domésticos e globais, a que o progresso tecnológico nunca é alheio. "Digitalization has already reduced overall delivery volumes to the level of the 1960s. Therefore, we must adapt and reform our operations in order to ensure that Posti will still maintain its financial capability to build new business in order to compensate for mail delivery." https://www.apex-insight.com/posti-sees-job-cuts-in-the-offing/

Anónimo 20.12.2017

A empresa pública de correios sueco-dinamarquesa Postnord decidiu em Março de 2017 despedir 4 mil excedentários cujo posto de trabalho já não se justificava naquela organização do sector público escandinavo. Naquela região nórdica os direitos sindicais adquiridos não se sobrepõem aos dos contribuintes e cidadãos em geral. É 1º Mundo onde não reinam a iniquidade e a insustentabilidade. Despedem excedentários, extinguem postos de trabalho que já não se justificam, adoptam as melhores práticas e tecnologias. A economia é robusta, cria valor e enriquece, a sociedade é justa, equilibrada e feliz. "Postnord to cut up to 4,000 jobs in Denmark" www.reuters.com/article/postnord-jobs-idUSL5N1GL4QG

Tuga alentejano \/ 20.12.2017

Triste Costa e tristes Xuxxialistas.

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