Tecnologias Costa e Modi clicam para lançamento do Índia Portugal Startup Hub

Costa e Modi clicam para lançamento do Índia Portugal Startup Hub

O portal para ligar empreendedores dos dois países e potenciar os seus negócios à escala global já está lançado.
Costa e Modi clicam para lançamento do Índia Portugal Startup Hub
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 24 de junho de 2017 às 18:35

O primeiro-ministro português, António Costa, defendeu este sábado que a ciência e a cooperação entre as empresas são os dois pilares da relação com a Índia, ilustrando que cinco séculos depois os dois países se juntam numa "rota digital".

"Se há cinco séculos foi a rota marítima que nos fez encontrar, hoje será certamente a rota digital que nos juntará para o futuro", declarou António Costa, perante o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, na primeira visita de um chefe de Governo indiano a Portugal.


Numa declaração conjunta no Palácio das Necessidades, em Lisboa, os dois chefes de Governo lançaram simbolicamente, através de um clique, o Índia Portugal Startup Hub, um portal para ligar empreendedores dos dois países e potenciar os seus negócios à escala global.


"Os dois grandes pilares nesta nossa cooperação conjunta para o século XXI assentam na área da ciência e da cooperação entre as nossas empresas", afirmou António Costa, sublinhando que dos 11 acordos assinados entre os dois países sete referem-se à cooperação científica, envolvendo a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, a Universidade do Minho, o Laboratório Ibérico de Nanotecnologia de Braga e um conjunto de instituições científicas indianas.


No pilar da economia, o primeiro-ministro português destacou o estabelecimento de um acordo que previne "a dupla tributação, dando confiança aos investidores de um país e outro de que os seus investimentos não serão duplamente tributados", considerando o entendimento "uma base essencial para esse investimento".


António Costa apontou também os acordos de criação do Portugal-Índia Business Hub (PIB HUB), com a AICEP, com Goa, e a Câmara de Comércio e Indústria em Portugal, "aproveitando o potencial enorme da diáspora indiana em todo o mundo e a possibilidade de cooperação com terceiros países".


"Abrem uma porta muito larga para a cooperação entre as nossas empresas", afirmou, sublinhando que ambos os países colocam a inovação na base das suas economias.


António Costa deu ainda conta dos avanços do trabalho iniciado desde a sua visita à Índia, há seis meses, como a concretização do investimento da empresa indiana de componentes automóveis Sakthi em Águeda, e a participação indiana na conferência de lançamento do Air Center, um centro internacional de investigação das ciências climáticas, do espaço e do mar profundo, nos Açores.

O chefe do executivo português agradeceu a forma como foi recebido na Índia em Janeiro, declarando-se orgulhoso de ter sido o primeiro primeiro-ministro da União Europeia com origens indianas a deslocar-se à União Indiana."Já não sou o único, talvez seja uma tendência", disse, a sorrir, numa referência ao recém-eleito primeiro-ministro da Irlanda.

O primeiro-ministro indiano considerou que António Costa "representa o melhor da diáspora indiana em todo o mundo" e frisou que há muito a fazer pelo aprofundamento das relações entre os dois países.

Referindo-se à cooperação económica, Narendra Modi sublinhou que o crescimento económico indiano oferece "excelentes oportunidades" para que os dois países cresçam juntos e considerou Portugal "um dos melhores ambientes na Europa para o crescimento e empreendedorismo".

António Costa convidou Narendra Modi a voltar a visitar Portugal de forma mais prolongada, uma vez que a visita hoje realizada foi apenas de um dia.

Os dois chefes de Governo encontraram-se no Palácio das Necessidades, cumprimentando-se com abraços prolongados, tiveram uma reunião e um almoço, assistindo depois à assinatura dos 11 memorandos de entendimento entre os dois países.

Após a declaração conjunta à imprensa, Costa e Modi visitaram a Fundação Champalimaud e o Templo Radha Krihna.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Mas não podemos considerar uma tragédia com 64 mortes e perto 300 feridos, por motivo de eucaliptos e trovoada seca a um genocídio!

Soslaio Há 3 semanas

Que pena o António Costa nem sonhar que esse primeiro ministro indiano foi considerado o responsável moral pelo genocídio de muçulmanos no estado do Gujarat em 2002. Graças a isso esteve proibido de entrar nos EUA até se tornar primeiro ministro da Índia.

Anónimo Há 3 semanas

Já temos um sistema de castas em formação acelerada. Só falta usar explicitamente o termo na Constituição.

Conselheiro de Trump Há 3 semanas

MADE na India.

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