Banca & Finanças Costa promete nome para a Caixa esta semana

Costa promete nome para a Caixa esta semana

O primeiro-ministro já reagiu à saída de António Domingues da Caixa e recusou falta de confiança política do Governo na administração cessante na CGD.
Costa promete nome para a Caixa esta semana
Bruno Simão/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 28 de novembro de 2016 às 11:16
António Costa rejeitou esta segunda-feira que o Governo tivesse falta de confiança na administração cessante da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e garantiu que esta semana haverá uma decisão sobre o substituto de António Domingues à frente do banco do Estado. 

"Esta semana apresentaremos o nome", disse o primeiro-ministro aos jornalistas à margem de uma visita à fábrica da Peugeot, em Mangualde. A escolha do Governo tem de ser apresentada ao Mecanismo Único de Supervisão, que tem de o aprovar. É "um processo demorado", explicou o líder do Governo, já que não depende apenas de decisão do Executivo. Por este motivo, o primeiro-ministro rejeitou entrar em especulações sobre os nomes que podem vir a suceder a António Domingues.

Questionado pelos jornalistas sobre se os nomes já estão pensados, Costa respondeu "sim", mas recusou avançar mais detalhes. "O pior é andar a saturar nomes", justificou.  

Durante este período de espera por um desfecho em relação à Caixa, o Negócios noticiou que o Governo já estava a preparar um plano B para uma eventual saída de António Domingues. Entre os nomes falados estavam Paulo Macedo, ex-ministro da Saúde de Passos Coelho (este era o nome preferido), Carlos Tavares, ex-presidente da Comissão de Mercado e Valores Mobiliários e Nuno Amado, actual presidente do BCP. O Público adiantou depois que o nome de Paulo Macedo estava guardado para a vice-presidência do Banco de Portugal e que só seria usado - para a Caixa - perante a ausência de alternativas.    

O primeiro-ministro rejeitou ainda a ideia de que houvesse falta de confiança política do Governo na administração que está de saída.

"Se não houvesse confiança política, o accionista procedia à demissão da administração", explicou. O Negócios adianta na edição desta segunda-feira que por trás da decisão da demissão de Domingues terá estado uma alegada falta de confiança política por parte de Costa e Marcelo para com o presidente da Caixa e que a aprovação no Parlamento de legislação que torna a entrega da declaração de património obrigatória será vista por Domingues como a prova material dessa falta de empenhamento.

O líder do Governo acrescentou que "todos nós temos de respeitar a legislação da Assembleia da República mesmo quando não concordamos com  ela". Porém, o Expresso e a SIC Notícias estão a avançar que Domingues se prepara para entregar esta segunda-feira no Tribunal Constitucional a declaração de património juntamente com a contestação à notificação que o TC tinha feito a 9 de Novembro.

Costa disse ainda que o que "essencial na Caixa está feito" - referindo-se ao plano de recapitalização -, acrescentando que este processo é "absolutamente independente" da decisão da administração de sair. "Não é uma administração que não se fixou que vai fragilizar a imagem da Caixa", assegurou.     

(Notícia actualizada às 11:40)



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mais votado Anónimo 28.11.2016


O CÚMULO DA ASNEIRA.

O SOCAS GATUNO conseguiu endividar o país até à bancarrota (e o COSTA LADRÃO está a continuar o serviço).

Para onde foi o todo esse dinheiro, se nem sequer pagou as obras que mandou fazer (PPP) ?

Adivinhou: Salários e pensões da FP.

comentários mais recentes
Anónimo 28.11.2016

António Costa velhaco: "...quero lá saber eu até nem sou de cá!

Anónimo 28.11.2016


IGUALDADE PARA TODOS

Os cortes nas pensões futuras devem, obrigatoriamente, ser iguais aos cortes nas pensões atuais!

Anónimo 28.11.2016

Costa RUA!

Anónimo 28.11.2016


FP e CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO

Deverá ser aplicada a todos (atuais e futuros pensionistas da CGA) a mesma fórmula de cálculo das pensões. Esta fórmula terá em conta toda a carreira contributiva (com descontos realmente efetuados).

O valor das pensões deverá ser recalculado todos os anos de acordo com critérios atuariais, procedendo-se anualmente ao aumento ou diminuição do valor das pensões, assegurando desta forma, quer a sustentabilidade do sistema de pensões, quer a IGUALDADE entre atuais e futuros pensionistas.

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