Banca & Finanças Costa tenta demarcar-se da polémica sobre rendimentos de Domingues

Costa tenta demarcar-se da polémica sobre rendimentos de Domingues

O primeiro-ministro remeteu esta quinta-feira a polémica em torno da declaração de rendimentos dos gestores da Caixa para o banco público e para o Tribunal Constitucional e lembrou que ele próprio entregou a sua declaração de rendimentos no Palácio Ratton.
Costa tenta demarcar-se da polémica sobre rendimentos de Domingues
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios com Lusa 28 de Outubro de 2016 às 10:51
O primeiro-ministro invocou esta quinta-feira, 27 de Outubro, o princípio da separação de poderes, sobre a polémica de os administradores da Caixa terem ou não de entregar declarações de rendimentos no Tribunal Constitucional, embora frisando que todas as instituições têm deveres a cumprir.

António Costa falava aos jornalistas no final de uma homenagem ao antigo vereador da Câmara de Lisboa e ex-dirigente do CDS-PP Pedro Feist, depois de questionado pelos jornalistas sobre as dúvidas em relação à obrigatoriedade de os administradores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) entregarem declarações de rendimentos no Tribunal Constitucional.

"Essa é uma questão que a CGD saberá responder e que o Tribunal Constitucional saberá apreciar. No que diz respeito às obrigações do Conselho de Administração em relação ao accionista, o Estado, essas estão cumpridas", declarou o líder do Executivo.

Logo a seguir, António Costa referiu que esta quinta-feira o ministro das Finanças, Mário Centeno, disse publicamente que as informações a serem prestadas ao accionista já foram concretizadas.

"Compete ao Tribunal Constitucional apreciar se são devidas. E compete aos próprios [administradores da CGD] saberem se sim ou não", alegou.

A CGD, de acordo com o primeiro-ministro, como qualquer instituição, "tem de cumprir os valores legais". "E se há valores legais a cumprir, há que cumpri-los", concluiu o líder do Executivo.

Perante os jornalistas, o primeiro-ministro começou por frisar que o Governo "não é porta-voz" da CGD e, se há alguma questão a ser levantada sobre essa matéria, deve ser colocada ao banco público.

"Em primeiro lugar, essas perguntas devem ser feitas aos próprios [administradores da CGD]. Em segundo lugar, se há algum dever que não estão a cumprir, há autoridades próprias para cuidar desse assunto", sustentou.

Face à insistência dos jornalistas nesta questão sobre a entrega ou não de declarações de rendimentos no Tribunal Constitucional, por parte dos administradores do banco público, o primeiro-ministro ainda salientou que o Governo "deve respeitar a separação de poderes".

"Portanto, não se deve substituir a essas entidades [competentes], deve respeitar os próprios e não se deve substituir aos próprios [administradores da CGD]. Sobre essa matéria a única coisa que posso dizer é que eu apresentei a minha declaração" de rendimentos ao Tribunal Constitucional, acrescentou.



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mais votado Anónimo Há 6 dias


Um governo de ladrões

TRABALHADOR DO PRIVADO, ROUBADO

- Governos de Direita: Sou roubado pelos patrões.

- Governos da Esquerda: Sou roubado pelos patrões e pelos FP - CGA.

CONCLUSÃO: Sou mais roubado com os governos… da Esquerda.

comentários mais recentes
Acordai Há 6 dias

Quanto é que este recebe do Domingues? Devem estar a comer lagosta. Será que ainda existem portugueses motivados para trabalhar? Reformas daqui a 5 anos só com o dinheiro destes chorudos.

Anónimo Há 6 dias

Pois, pois. Quando a sanita aquece e começa a cheirar mal, ...passa-se o papel higiénico e sai-se da casa de banho. Quem vier atrás que suporte o cheiro e apague o fogo.

Anónimo Há 6 dias


RACIOCÍNIO PS

- Os ladrões do PS são todos inocentes... de certeza!

- Os ladrões dos outros partidos, são todos culpados... de certeza!

Anónimo Há 6 dias

para este monhé os culpados são sempre os outros...ele está à frente do governo e a responsbilidade é toda dele.mais o domingues nunca exerceu qq função como priemira figura mas sempre como 1ª figura administrador.já estamos fartos cheios e empanturrados das desculpas do monhé afro-indiano golpista

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