Transportes CP reduz prejuízo para 58 milhões até Junho

CP reduz prejuízo para 58 milhões até Junho

A CP transportou mais de 60 milhões de passageiros no primeiro semestre deste ano. Os proveitos de tráfego cresceram 8%, ultrapassando os 118 milhões de euros.
CP reduz prejuízo para 58 milhões até Junho
Maria João Babo 22 de agosto de 2017 às 13:44

A CP registou no primeiro semestre deste ano uma melhoria do resultado líquido de 22%, reduzindo os prejuízos de 74 milhões de euros, em Junho de 2016, para 58 milhões, no mesmo mês de 2017.

No relatório e contas intercalar consolidado do grupo, divulgado esta terça-feira, o grupo justifica que para esta evolução, "num cenário de ausência de indemnizações compensatórias, contribuiu fundamentalmente o aumento dos rendimentos de tráfego e a melhoria do resultado financeiro decorrente da diminuição do passivo financeiro da empresa".

Os rendimentos de tráfego aumentaram 8% no semestre para 118,6 milhões de euros, mais 8,8 milhões do que no período homologo.

Até Junho foram transportados mais de 60 milhões de passageiros, o que corresponde a um crescimento de 6,9% face ao período homologo (mais 3,9 milhões de passageiros), o que representa um número 4,8% acima do previsto.

A CP destaca que o crescimento foi transversal a todos os serviços: os passageiros nos urbanos de Lisboa aumentaram 8,2%, nos urbanos do Porto 5,3%, os serviços de longo curso cresceram 6,4% e o serviço regional registou um aumento de 5,8%.

O resultado operacional da CP melhorou 31%, para 18,8 milhões de euros negativos. Já o EBITDA cresceu 436% de 1,5 para 8,2 milhões de euros.

O resultado financeiro, que em Junho de 2016 era negativo em 45 milhões de euros, chegou ao final do primeiro semestre deste ano nos 39 milhões também negativos.

A dívida remunerada no final de Junho apresentava uma redução de 17,7 milhões de euros face ao final de 2016 em consequência da amortização de empréstimos ao BEI, explica a CP, que no final do primeiro semestre apresentada uma dívida de 3 mil milhões de euros.

Nos primeiros seis meses deste ano o efectivo do grupo também subiu 2%, para 2.696 pessoas.




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mais votado Anónimo 22.08.2017

No Primeiro Mundo, faz-se boa gestão de recursos humanos, combate-se o excedentarismo com prontidão e dessa forma a economia prospera e desenvolve-se para outros patamares que não aqueles a que Portugal e Grécia sob resgate se auto-impuseram por manifesta falta de seriedade e discernimento de políticos e outros seus líderes. "Os Caminhos de Ferro Federais Suíços anunciaram que irão executar um corte adicional de 300 colaboradores na empresa em relação ao que a organização já havia anunciado no último ano no decorrer do seu programa de redução de custos denominado RailFit20/30. No total, 1400 postos de trabalho estão destinados a desaparecer da organização até 2020" ("Swiss Federal Railways says it will make 300 more job cuts than it had announced last year under its ‘RailFit20/30’ cost-savings programme. In all, 1,400 jobs are now slated to be on the chopping block by 2020") https://www.swissinfo.ch/eng/business/cost-savings_swiss-railways-announces-further-job-cuts-by-2020/42465444

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Anónimo 22.08.2017

Porque é que em Portugal não se fazem as reformas que todo o mundo desenvolvido tem vindo a implementar? As condições de oferta e procura de mercado estão sempre a mudar. Porque haveria a economia portuguesa ser diferente das outras? O mal que nos flagela enquanto povo, cultura e sociedade é acreditarmos em magos e ilusionistas políticos, sindicais e legislativos, assim como nas suas constantes mentiras, ilusões e fantasias.

Anónimo 22.08.2017

No Primeiro Mundo, faz-se boa gestão de recursos humanos, combate-se o excedentarismo com prontidão e dessa forma a economia prospera e desenvolve-se para outros patamares que não aqueles a que Portugal e Grécia sob resgate se auto-impuseram por manifesta falta de seriedade e discernimento de políticos e outros seus líderes. "Os Caminhos de Ferro Federais Suíços anunciaram que irão executar um corte adicional de 300 colaboradores na empresa em relação ao que a organização já havia anunciado no último ano no decorrer do seu programa de redução de custos denominado RailFit20/30. No total, 1400 postos de trabalho estão destinados a desaparecer da organização até 2020" ("Swiss Federal Railways says it will make 300 more job cuts than it had announced last year under its ‘RailFit20/30’ cost-savings programme. In all, 1,400 jobs are now slated to be on the chopping block by 2020") https://www.swissinfo.ch/eng/business/cost-savings_swiss-railways-announces-further-job-cuts-by-2020/42465444

Anónimo 22.08.2017

Em países como a Alemanha o mercado laboral goza de bastante flexibilidade. Por isso as suas economias são mais ricas e as suas sociedades mais justas. Tomem-se como exemplo a Siemens ("Siemens AG plans to cut about 2,500 mostly German jobs in a bid to stay competitive amid falling demand in energy, mining and metals"), a Volkswagen ("VW to cut 3,000 office jobs in Germany by end 2017"), os caminhos de ferro Deutsche Bahn ("According to the plans about 5,000 jobs could go in the freight division alone. The state-owned company is working with consultancy McKinsey on the plans which are due to be finished by December and agreed by the supervisory board."), o Deutsche Bank ("The bank will close 200 branches in Germany -- with the loss of 4,000 jobs") e tantos outros nomes sonantes e menos sonantes do mundo das organizações germânico. Isto mostra-nos a importância de deixar funcionar os mercados de factores produtivos e de bens e serviços nas economias.

Anónimo 22.08.2017

Se despedissem todos os excedentários, tinham lucro.

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