Banca & Finanças Crédito Agrícola com lucros de 46,9 milhões de euros no primeiro semestre

Crédito Agrícola com lucros de 46,9 milhões de euros no primeiro semestre

O contributo do negócio bancário para o resultado líquido quase duplicou, face ao período homólogo, para 43,6 milhões de euros.
Crédito Agrícola com lucros de 46,9 milhões de euros no primeiro semestre
Miguel Baltazar
Rita Faria 28 de agosto de 2017 às 11:41

O grupo Crédito Agrícola fechou o primeiro semestre deste ano com lucros de 46,9 milhões de euros, um resultado para o qual o negócio bancário contribuiu com 43,6 milhões de euros. Este valor representa um crescimento de 90% face ao mesmo período do ano passado.

 

Segundo o comunicado do grupo, divulgado esta segunda-feira, 28 de Agosto, no final do mês de Junho, a carteira de crédito a clientes ascendia a 9,017 mil milhões de euros, uma subida de 5,7% face ao mesmo mês de 2016.

 

Já os depósitos totalizavam 11,9 mil milhões de euros, o que traduz um crescimento homólogo de 7,3%. O rácio de transformação aumentou, assim, para 70%, abaixo do limiar máximo de 120%.

 

"A evolução positiva nas variáveis-chave de actividade bancária esteve associada a uma dinâmica muito positiva do Crédito Agrícola em todas as áreas de negócio", destaca a instituição em comunicado.

Em termos de qualidade da carteira de crédito do Crédito Agrícola, o rácio de crédito vencido há mais de 90 dias em Junho de 2017 situou-se nos 5,9% e o rácio de crédito em risco (segundo instrução 24/2012 do Banco de Portugal) fixou-se em 9,1%.

 

"O Grupo tem vindo a dar continuidade a uma gestão sã e prudente, reflectida num total de imparidades acumuladas a Junho de 2017 de 674 milhões de euros, valor que confere um folgado nível de cobertura do crédito vencido de 122,5%", acrescenta o Crédito Agrícola.

 

Em termos de composição do produto bancário, a margem financeira aumentou 2,5 milhões de euros em termos homólogos (+ 1,5%), devido ao crescimento da carteira de crédito e ao ajustamento na remuneração dos depósitos de clientes.

 

No comunicado, o grupo detalha que a rentabilidade alcançada pelo Crédito Agrícola a Junho de 2017 (+7,2% de ROE) espelha os resultados positivos conseguidos nas diferentes componentes do Grupo(Caixas Agrícolas, Caixa Central, companhias de seguros vida e não vida e gestão de activos e fundos de investimento), com contributos positivos de 4,3 milhões de euros da CA Vida, de 2,1 milhões de euros da CA Seguros e de 0,1 milhões de euros da CA Gest.




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mais votado JCG Há 3 semanas

Afinal há bancos que têm lucros e até tiveram lucros nos últimos anos, embora pequenos, mas tiveram, apesar de terem muitos balcões e em pequenos lugarejos. Até na minha terra têm um balcão que abre apenas metade do dia.
Contraste-se com o passado recente e a evolução presente e futura da CGD sobe o comando de uma manada de crânios orientados pelo grande timoneiro Paulo Macedo e pela abécula que o antecedeu, uma figurinha medíocre e ridícula, que se limitam a aplicar o receituário do costume.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

O único banco de capital Português que não teve auxílios e intervenção do Estado, cobre todo o país e presta serviços as populações do interior. Não sendo fino ser cliente deste banco é facto que presta todos os serviços ao comum dos cidadaos e devia ser mais reconhecido. Estou a pensar ser cliente.

JCG Há 3 semanas

Afinal há bancos que têm lucros e até tiveram lucros nos últimos anos, embora pequenos, mas tiveram, apesar de terem muitos balcões e em pequenos lugarejos. Até na minha terra têm um balcão que abre apenas metade do dia.
Contraste-se com o passado recente e a evolução presente e futura da CGD sobe o comando de uma manada de crânios orientados pelo grande timoneiro Paulo Macedo e pela abécula que o antecedeu, uma figurinha medíocre e ridícula, que se limitam a aplicar o receituário do costume.

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