Banca & Finanças Crédito ao consumo cresce 10% em Junho

Crédito ao consumo cresce 10% em Junho

Em relação a Junho do ano passado, o montante concedido em créditos ao consumo subiu 10% em Junho de 2017. O crédito pessoal deu uma ajuda, mas o automóvel continua a somar a dois dígitos.
Crédito ao consumo cresce 10% em Junho
Correio da Manhã
Diogo Cavaleiro 16 de agosto de 2017 às 13:33

Junho de 2013. As instituições de crédito concederam 129 milhões de euros em empréstimos pessoais, desde financiamento à educação passando pela saúde e pela compra de equipamento ou mesmo sem finalidade específica.

 

Junho de 2017. O montante de novos contratos de créditos pessoais neste mês, também contabilizando os que têm uma finalidade específica e os que não estão associados a uma operação, foi de 219 milhões de euros

 

Os dados, revelados pelo Banco de Portugal esta quarta-feira 16 de Agosto, mostram como o crédito pessoal tem vindo a crescer, ajudando à subida do crédito ao consumo, que inclui ainda os financiamentos automóveis e os cartões de crédito.

 

Junho deste ano foi mais um mês em que os números de empréstimos concedidos no crédito ao consumo suplantaram os do mesmo mês do ano anterior, com 538,9 milhões de euros de créditos atribuídos. O valor fica abaixo dos quase 620 milhões de euros registados em Maio, mas acima dos 491 milhões alcançados Junho de 2016. Ou seja, uma subida homóloga de 9,6%.

 

Os crescimentos mais significativos em Junho tiveram lugar no crédito pessoal com finalidade específica: educação, saúde, energias renováveis e compra de equipamentos registaram um avanço de 38% para 4,3 milhões de euros em relação a Junho de 2016. Os outros créditos pessoais, sem finalidade específica, avançaram 5,8% para quase 214,7 milhões. É esta a principal fatia dos empréstimos concedidos pelas instituições de crédito, que assim totalizam 219 milhões. 

 

No crédito automóvel, o crescimento foi, nos vários itens, de dois dígitos em termos homólogos. Nos carros usados, os empréstimos dispararam 20,1% em Junho, para 134 milhões de euros.

 

Apesar do aumento homólogo, há uma queda na generalidade dos créditos concedidos em Junho face a Maio, uma quebra mensal que se tem verificado na generalidade dos últimos anos.

 

2017 tem registado vários recordes no que à concessão de crédito diz respeito após a intervenção da troika, iniciada em 2011. O financiamento para a compra de casa, por exemplo, está em máximos de 2010. Aliás, quatro dos cinco bancos ouvidos no Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito do Banco de Portugal revelaram que antecipam, no terceiro trimestre, um crescimento da procura de empréstimos ao consumo.




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comentários mais recentes
fcj Há 4 dias

Portugal, em vez de importar maquinaria produtiva, está a importar automóveis... Tropa macaca... caloteira... e preguiçosa! Em vez de empresários e investidores, Portugal tem apenas patrões e... fracos!!!

Anónimo Há 4 dias

Milagre xuxa? Isto rebenta! Ai se rebenta!

Anónimo Há 4 dias

E nem assim, a par com o crescimento imparável da dívida pública dos corruptos e dos excedentários do sector público, da banca e do capitalismo de compadrio subsídio-dependente, a economia cresce alguma coisa que se pareça com aquilo que as economias de Espanha, Irlanda e várias economias da Europa de Leste (a apanharem e ultrapassarem Portugal em todos os indicadores económicos mais importantes sem apelo nem agravo) crescem.

Anónimo Há 4 dias

Portugal pós-reformista, de reformas abortadas ou em processo de desmantelamento em curso, está a viver uma época de superlativos. Se uns são salutares, outros nem por isso o serão. Maior crescimento anual do PIB deste século numa conjuntura de crescimento em todo o mundo, mais elevada taxa de convergência com a média das economias da Eurozona numa altura em que aquela se alargou para a Europa de Leste, maior folha salarial e de pensões de sempre no sector público e privado, mais acentuado corte no investimento público desde 1960, mais elevada dívida pública e privada de que há memória... O estouro vai ser enorme.

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