Telecomunicações Credores recorrem de decisão da Holanda de não avançar com falência da Oi e PT Finance

Credores recorrem de decisão da Holanda de não avançar com falência da Oi e PT Finance

A Oi não recorreu da decisão do tribunal da Holanda de converter os processos de protecção de credores da Oi e PT Finance em processos de falência. Mas alguns credores recorreram.
Credores recorrem de decisão da Holanda de não avançar com falência da Oi e PT Finance
Reuters
Alexandra Machado 12 de fevereiro de 2017 às 10:47
A Oi não recorreu da decisão do Tribunal da Holanda de não aceitar a conversão do processo de protecção contra credores de uma subsidiária da Oi nesse país e da PT Finance, detida pela Oi, em processo de falência.

Mas se a Oi não o fez, fizeram-no alguns credores, de acordo com um comunicado emitido pela Oi este fim-de-semana.

"Os administradores judiciais nomeados para supervisionar os procedimentos de suspensão de pagamentos da Oi Brasil Holdings Coöperatief UA - em Recuperação Judicial ("Oi Brasil Holdings") e Portugal Telecom International Finance B.V. - em Recuperação Judicial ("PTIF") informaram que não recorrerão das decisões da Corte Distrital de Amesterdão, na Holanda, que indeferiram os pedidos de conversão em procedimentos de falência dos procedimentos de suspensão de pagamentos relativos a cada uma de Oi Brasil Holdings e PTIF", diz a empresa em comunicado, acrescentando que, no entanto, "foi informada que credores de cada uma da Oi Brasil Holdings e da PTIF apresentaram recursos das referidas decisões".

Os administradores judiciais da Oi tinham, em Dezembro, apresentado o pedido de conversão, que o Tribunal, já em Fevereiro, recusou.


Agora, tanto os credores da Oi como os da PT Finance recorreram da decisão do tribunal, devendo o recurso ser decidido na Primavera, de acordo com um comunicado da associação de obrigacionistas que recorreu do indeferimento.

As companhias, com sede na Holanda, do universo Oi têm emitidos 6,2 mil milhões de dólares em obrigações, garantidas pela Oi. O tribunal negou o pedido de conversão por o considerar prematuro face à recuperação judicial da Oi no Brasil, dizendo, segundo o comunicado dos credores, que a conduta das companhias antes  da protecção contra credores - independentemente de haver contornos ilegais ou prejudiciais - não pode ser argumento para a conversão. Este grupo de credores - reunidos no International Bondholder Committee, que tem dois mil milhões de dólares em obrigações das companhias - diz ter bases legais para considerar que a conversão poderia impedir acções futuras prejudiciais para as duas empresas. Citado pela CNBC este comité diz, no entanto, estar empenhado "em encontrar uma solução consensual para a reestruturação da dívida destas subsidiárias da Oi".

Em Dezembro, um grupo diferente de credores, assessorados pela Moelis & Co, propôs a injecção de 1,25 mil milhões de dólares na Oi, o que lhes daria o controlo da empresa. Apoiado pelo milionário egípcio, Naguib Sawiris, o plano integra uma oferta de compra, que está em vigor até 28 de Fevereiro. Também Paul Singer está interessado num plano de recuperação da Oi. E esta sexta-feira, a Reuters noticiou a pretensão da Cerberus  de avançar, em Março, com outra proposta para recapitalizar a Oi.

Enquanto no Brasil o processo da Oi se vai desenvolvendo, a Pharol, que detém 27% da operadora brasileira, já mais do que duplicou o seu valor em bolsa este ano.

(Notícia actualizada às 21:00 com mais informações)


A sua opinião7
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado gatogato 12.02.2017

Quero lá saber da Oi ou de empresas caloteiras. Quero é receber qualquer coisa das obrigações que lhes comprei, eu, investidor ignorante, me confesso. Mas aprendi a lição.

comentários mais recentes
Anónimo 13.02.2017

Têm de pagar as obrigações de 2016 ! O resto são cantigas...

Anónimo 12.02.2017

Imparidades são coisas que não se podem parar? Ou é outra coisa?

Anónimo 12.02.2017

É uma incónigta essa empresa e quem entrou com valores
nela daquilo que não lhes pertencia.

Anónimo 12.02.2017

Amanhã a pharol soma mais 10%

ver mais comentários
pub
Saber mais e Alertas
pub
pub
pub