Indústria Crescimento da indústria na Zona Euro em máximos de 2011

Crescimento da indústria na Zona Euro em máximos de 2011

O índice PMI para a indústria atingiu o valor mais elevado desde Fevereiro de 2011, com as empresas a aumentarem a produção e o emprego para dar resposta ao crescimento das encomendas.
Crescimento da indústria na Zona Euro em máximos de 2011
Paulo Duarte
Rita Faria 02 de novembro de 2017 às 10:19

A actividade do sector industrial na Zona Euro cresceu, em Outubro, ao ritmo mais acelerado em mais de seis anos e meio, com o aumento da produção e das novas encomendas a ser acompanhado pela forte criação de emprego.

 

O índice PMI para a indústria – que mede a "saúde" deste sector através das condições actuais de negócios – da IHS Markit, subiu para 58,5 pontos em Outubro, a leitura mais elevada desde Fevereiro de 2011 e a segunda mais alta dos últimos 17 anos.

Este indicador, que tem assinalado expansões desde Julho de 2013, ficou ligeiramente abaixo da primeira leitura avançada a 24 de Outubro, mas acima dos 58,1 pontos em Setembro (uma leitura acima de 50 pontos indica expansão, e abaixo desse limiar, contracção).  

 

"As fábricas da Zona Euro arrancaram o quarto trimestre com um maior vigor, com o crescimento do sector a não dar sinais de diminuição", afirma Chris Williamson, economista-chefe da IHS Markit. "O PMI de Outubro foi o mais elevado desde Fevereiro de 2011 e o segundo maior em 17 anos. O desempenho geral do sector industrial até agora tem sido o mais forte desde 2000".

 

O crescimento foi mais uma vez liderado pela Alemanha, Holanda e Áustria, com evoluções positivas também em Espanha, Itália e França.

 

Olhando para os componentes do PMI, a taxa de crescimento da produção industrial recuou dos máximos de Setembro, enquanto o ritmo de aumento das novas encomendas permaneceu robusto. A criação de emprego também foi um contributo sólido, com o aumento dos postos de trabalho em máximos.

 

"É especialmente encorajador ver o crescimento do emprego, com as empresas a procurarem aumentar a capacidade em resposta à subida das encomendas", afirma Chris Williamson. "O crescimento das encomendas para exportação continua encorajadoramente sólido, sugerindo um impacto reduzido do fortalecimento do euro este ano, e a procura doméstica continua a melhorar em toda a região". 




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