Aviação David Paes: Aliança entre TAP e chineses "pode ser muito vantajosa"
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David Paes: Aliança entre TAP e chineses "pode ser muito vantajosa"

David Paes, presidente do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil, afirma que a parceria entre a TAP e os chineses da HNA faz sentido e explica porque é que as companhias do Médio Oriente estão a dar cartas.
David Paes: Aliança entre TAP e chineses "pode ser muito vantajosa"
Bruno Simão/Negócios
Celso Filipe Rosário Lira 16 de outubro de 2016 às 21:15

David Paes diz que do ponto de vista do modelo de negócio faz sentido uma aliança estratégica entre a TAP e os chineses da HNA e explica que o crescimento do mercado asiático aumentou a procura de pilotos.

 

David Neeleman, dono da Azul, já é accionista da TAP, mas também vão entrar os chineses da HNA. Para o sindicato faz sentido a TAP ter uma companhia chinesa como accionista?

Por definição, o capital não tem nacionalidade. Por isso não é correcto dizer se a entrada de um determinado capital faz sentido ou não.

 

Do ponto de vista estratégico ou de modelo de negócio.Do ponto de vista de modelo de negócio, mais do que a nacionalidade em si, faz sentido uma aliança estratégica com uma companhia daquela zona do globo. É muito difícil, sobretudo por causa da realidade actual das companhias do Médio Oriente, a exploração do mercado para Oriente, e uma parceria estratégica com uma companhia que tem uma operação já instalada naquela zona do globo pode ser muito vantajosa para a operação da TAP.

 

cotacao Em termos mundiais há uma   avassaladora falta de pilotos. DAVID PAES PRESIDENTE DO SPAC

Um dos problemas que as companhias aéreas europeias enfrentam é a existência de uma concorrência, aparentemente desleal, de algumas das companhias do Médio Oriente que são ajudadas pelos respectivos Estados. Como é que se equilibra este jogo que parece estar a pender para um lado?

Está claramente a pender para um lado. As companhias do Médio Oriente têm três aspectos que lhes dão uma capacidade de competir muito grande. Um é o aspecto geográfico. Os outros dois aspectos são os incentivos que os Estados dão e outro é a própria legislação laboral. Obviamente que quem não tem que sustentar custos de segurança social ou fiscalidade perante os salários que paga pode ter uma despesa com os recursos humanos bastante mais baixa e ter uma oferta mais competitiva. Como é que se resolve? Estou convencido que isso só se começará a resolver quando as companhias do centro da Europa e de referência, como a alemã ou a francesa, efectivamente começarem a sentir a sua operação mais comprometida do que está hoje. Provavelmente aí surgirá um conjunto de regulamentação que tente, de alguma forma, homogeneizar as regras de concorrência neste mercado.

 

Em termos gerais, neste momento, há falta de pilotos?

Em termos mundiais há uma falta de pilotos que é avassaladora. Muito por força do seu crescimento, o mercado asiático é aquele que é neste momento o que tem mais falta de pilotos. Mas, globalmente, a indústria do transporte aéreo de passageiros continua a crescer e este não se faz sem pilotos.

 

E em Portugal, como estamos?

Portugal tem uma capacidade de formar pilotos muito significativa, inclusive tem capacidade de exportar pilotos. Isso tem a ver com a tradição aeronáutica que já vem de há muitas décadas e existem algumas escolas em Portugal, nomeadamente um núcleo em Ponte de Sôr que tem um enorme dinamismo, que forma pilotos com capacidade para alimentar português e também de os exportar. Além disso, este núcleo é também exportador de serviços de formação. )

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