Banca & Finanças DBRS corta ratings do Banco Popular Portugal e coloca-os com “perspectiva negativa”

DBRS corta ratings do Banco Popular Portugal e coloca-os com “perspectiva negativa”

A decisão da agência de notação financeira canadiana surge na sequência da revisão dos ratings do Banco Popular Espanhol.
DBRS corta ratings do Banco Popular Portugal e coloca-os com “perspectiva negativa”
Bloomberg
Rita Faria 13 de fevereiro de 2017 às 12:22

A agência de notação financeira canadiana DBRS cortou os ratings de longo e de curto prazo do Banco Popular Portugal, segundo informou a instituição esta segunda-feira, 13 de Fevereiro, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A decisão, explica a instituição portuguesa, surge na sequência da revisão dos ratings do Banco Popular Espanhol.

"O Banco Popular Portugal, S.A. informa que, em comunicado de 10 de Fevereiro de 2017 e na sequência da revisão em baixa dos ratings do Banco Popular Español, S.A., a agência de notação financeira DBRS reviu em baixa o rating de longo prazo (Senior Long-Term Debt & Deposit rating) de "BBB (low)" para "BB (high)" e o rating de curto prazo (Short-Term Debt & Deposit rating) de "R-2 (middle)" para "R-3" do Banco Popular Portugal, S.A., colocando ambos os ratings com perspectiva negativa", lê-se no comunicado.

No final da semana passada, o Cinco Días noticiou que o Banco Popular Espanhol está a equacionar a venda do Popular Portugal depois de, no início do ano, ter decidido transformar a unidade lusa numa sucursal do banco em Espanha.

Segundo a mesma publicação, o Banco Popular Portugal faz parte de um conjunto de activos que a instituição espanhola está a considerar alienar como plano alternativo à realização de outro aumento de capital, depois de os accionistas terem sido chamados a injectar 2,5 mil milhões de euros no banco, em Maio.

 

Além do Banco Popular Portugal, a instituição espanhola tem em cima da mesa a venda do Targobank (em que o Popular tem uma participação de 49% e o Crédit Mutuel de 51%), o negócio no México, a divisão de banca privada e o TotalBank, a sucursal do Popular nos Estados Unidos, para o qual o banco espanhol tem procurado compradores desde o verão passado.




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comentários mais recentes
Lopes Há 1 semana

Escandalosa esta revisão. Isto vai ser a derrocada do resto da banca. Quanto vai perder o BCP com isto? O BPI nem tanto.

Anónimo Há 1 semana

Foi o Amorim quem enfiou o barrete aos espanhóis do Banco Popular ! Até nisso tinha que estar metido um tuga vigarista !

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