Banca & Finanças DBRS: plataforma do malparado é apenas um "pequeno passo"

DBRS: plataforma do malparado é apenas um "pequeno passo"

O acordo entre CGD, BCP e Novo Banco para lidar com o crédito malparado é um avanço positivo, mas o impacto deverá sempre bastante limitado, na opinião da agência de "rating" DBRS.
DBRS: plataforma do malparado é apenas um "pequeno passo"
Diogo Cavaleiro 06 de outubro de 2017 às 13:27

A plataforma constituída pela Caixa Geral de Depósitos, Banco Comercial Português e Novo Banco, com o intuito de reduzir o encargo com o crédito malparado nos seus balanços, deverá ter um impacto "limitado", segundo a agência de "rating" DBRS.

 

"A DBRS vê a iniciativa acordada pelos três maiores bancos português, de constituir uma plataforma de gestão do crédito malparado, como um passo positivo, ainda que pequeno, para fortalecer os seus processos de recuperação", assinala, numa nota datada desta sexta-feira 6 de Outubro, a equipa liderada por Maria Rivas.

 

Na óptica da agência canadiana, o impacto na qualidade dos activos das três instituições financeiras será "bastante limitado", já que, na plataforma, apenas haverá uma gestão integrada dos créditos, pois estes continuarão nos respectivos balanços.

 

Na prática, não haverá venda destes créditos, pelo que o impacto passará por "acelerar os processos de recuperação dos devedores comuns", indica a nota. Razão pela qual a DBRS defende que o elevado nível da carteira de malparado não vai sofrer uma redução substancial.

 

José Manuel Correia, director-geral da Paulo Duarte e antigo consultor da Deloitte, vai liderar esta plataforma, que assume a forma de um agrupamento complementar de empresas. O que será feito é a gestão integrada dos créditos que sejam comuns a pelo menos a duas instituições financeiras, sendo que só serão elegíveis créditos superiores a 5 milhões de euros de dívida a cada banco. A DBRS considera que este requisito exclui "a maioria das exposições assumidas por empresas de pequena dimensão".

 

De qualquer forma, a agência canadiana – a que manteve a dívida portuguesa elegível para os financiamentos junto do Banco Central Europeu – ressalva o esforço dos bancos portugueses para lidarem que este tema do malparado. 

Tal como a DBRS, a Moody's também fez um comentário em que ressalva que a plataforma é positiva, ainda que sublinhe que não haverá efeitos imediatos. No campo dos analistas, a casa de investimento CaixaBI considera, igualmente, que o impacto é "pouco relevante" no caso do BCP




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