Banca & Finanças DBRS: Se venda do Novo Banco falhar, impacto negativo não será duradouro

DBRS: Se venda do Novo Banco falhar, impacto negativo não será duradouro

A banca portuguesa tem progredido. O crédito malparado continua a ser um tema para corrigir. E a venda do Novo Banco continua a ser uma peça-chave. Mas, se correr mal, não será dramático. Opiniões da canadiana DBRS.
DBRS: Se venda do Novo Banco falhar, impacto negativo não será duradouro
Diogo Cavaleiro 28 de setembro de 2017 às 12:03

A agência de "rating" canadiana DBRS acredita que os potenciais efeitos negativos caso a alienação do Novo Banco aos americanos da Lone Star não siga em frente não serão duradouros.

 

"A DBRS considera que um falhanço na conclusão da venda do Novo Banco à Lone Star pode criar um período de instabilidade para o sector bancário português e a uma queda dos níveis de confiança do investidor no curto prazo. Contudo, a DBRS não espera que tal resultado acabe com o progresso feito pela maioria dos bancos na rentabilidade e na qualidade dos activos", concretiza o relatório divulgado esta quinta-feira, 28 de Setembro.

 

Em suma, segundo a nota, assinada pela equipa liderada por Maria Rivas, as "implicações negativas sobre a confiança no sector bancário português" existirão, só que o impacto não se irá estender no tempo.

 

O relatório, que é relativo à situação de toda a banca nacional, é publicado um dia antes das assembleia-gerais de obrigacionistas que poderão dar luz verde à operação de recompra de dívida do Novo Banco, uma condição essencial para que ocorra a venda do banco presidido por António Ramalho à Lone Star.

 

Sobre a banca nacional, e os resultados do primeiro semestre, a DBRS tem uma opinião semelhante à que tem sido transmitida por várias entidades: o sector "está na direcção certa mas o desafio da qualidade dos activos continua", como intitula o relatório. Ou seja: tem havido progresso na situação das instituições financeiras, mas o nível de activos como o crédito malparado continua a ser elevado.

 

"A qualidade dos activos e a rentabilidade da maioria dos bancos beneficiou do melhor comportamento da economia portuguesa, que está a crescer ao nível mais rápido em nove anos", continua o relatório da agência com sede em Toronto, dizendo que também as medidas tomadas pelos bancos – passaram por reestruturações que visaram o emagrecimento de custos – ajudaram à melhoria. Os perfis de financiamento dos bancos têm-se apresentado "relativamente estáveis" e as melhorias no rácio de capital são visíveis na maioria dos bancos, sublinha.

 

De qualquer modo, para que a evolução positiva dos grandes bancos nacionais se mantenha, é necessário que a economia nacional continue a expandir-se, e que os planos de redução dos activos que não dão rendimento (crédito malparado, e imóveis) sejam bem-sucedidos, segundo a única agência de "rating" considerada pelo Banco Central Europeu que, durante a crise, considerou a dívida portuguesa acima de "lixo". Ainda continua por apresentar o plano promovido pelo Governo para este tema. 




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