Banca & Finanças DBRS avisa que Portugal está preso num “ciclo vicioso”

DBRS avisa que Portugal está preso num “ciclo vicioso”

A duas semanas de rever o rating de Portugal, a DBRS avisa que a economia está presa num "ciclo vicioso" de dívida, baixo crescimento e adiamento das reformas.
DBRS avisa que Portugal está preso num “ciclo vicioso”
Rita Faria 06 de outubro de 2016 às 10:31

A agência de notação financeira DBRS considera que a economia portuguesa está presa num "ciclo vicioso" de dívida elevada, baixo crescimento e adiamento de reformas económicas.

Ao Financial Times, Fergus McCormick, economista-chefe da agência canadiana, explicou que o crescimento desacelerou e os juros da dívida pública subiram, colocando uma "pressão descendente" sobre o rating. 

A DBRS é a única das quatro agências de notação financeira internacionais que coloca a dívida portuguesa num patamar de investimento, com as restantes – S&P, Moody’s e Fitch – a considerarem as obrigações nacionais como um investimento especulativo.

No próximo dia 21 de Outubro, depois de conhecido o Orçamento do Estado para 2017, a DBRS vai pronunciar-se sobre o rating de Portugal, e uma revisão em baixa pode ameaçar a elegibilidade da dívida nacional para o programa de compras do Banco Central Europeu (BCE). 

"Estão mesmo num ciclo vicioso, presos ao baixo crescimento e têm grandes problemas estruturais", afirmou o economista-chefe em declarações ao FT.

"Não estamos em pânico", acrescentou McCormick. "Temos uma tendência estável, mas preocupo-me com o médio prazo para Portugal".

O Governo de António Costa estará a trabalhar com uma previsão de crescimento de 1,2% este ano, menos um terço do que era estimado no Orçamento para 2016 e no Programa de Estabilidade, de acordo com o jornal Observador.

Para 2017, o Executivo estima que a economia não cresça mais que 1,5%, a um ritmo inferior do que o que foi verificado no ano passado (1,6%).

 

Menos optimista está o FMI que, nas estimativas actualizadas na terça-feira, avançou com uma previsão de crescimento para Portugal de 1% este ano e 1,1% em 2017.

Na semana passada, em entrevista à Bloomberg, Fergus McCormick sintetizou a situação da economia portuguesa como tendo "dois pontos negativos para um positivo".

No lado positivo, "parece tudo bastante bom" do ponto de vista político. No lado negativo, "as ‘yields’ das obrigações têm subido" e o crescimento no primeiro semestre foi "metade do esperado".  


(Notícia actualizada às 10:47)




A sua opinião26
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado IS Há 2 semanas

Estas afirmações do Co-Head of Sovereign Ratings da DBRS deveriam ser motivo de preocupação para o PM e Prof Centeno na minha nossa perspectiva.

comentários mais recentes
IS 16.03.2017

O meu comentário de 06.10.2016 - "Estas afirmações do Co-Head of Sovereign Ratings da DBRS deveriam ser motivo de preocupação para o PM e Prof Centeno na minha perspectiva." foi apagado. O que é de facto surpreendente é manterem os comentários das fraudes e dos trolls acéfalos maioritariamente iletrados que copiam nicks.

Rogério Ponte Há 2 semanas

Quando é que fecham a porta?

IS Há 2 semanas

Estas afirmações do Co-Head of Sovereign Ratings da DBRS deveriam ser motivo de preocupação para o PM e Prof Centeno na minha nossa perspectiva.

pertinaz Há 2 semanas

FINALMENTE PERCEBERAM O QUE VAI ACONTECER NO DIA 21 ???

O QUE VEM AÍ É PIOR QUE O DIABO

COM O DIABO POSSO EU BEM

VAMOS A CAMINHO DO ABISMO

ver mais comentários
Saber mais e Alertas
pub