Banca & Finanças Deco: Segurados portugueses são passivos e pouco informados

Deco: Segurados portugueses são passivos e pouco informados

Os portugueses revelam ser pouco informados sobre os seguros que contratam, a grande maioria mantém-se fiel à sua seguradora durante largos anos e poucos leem com detalhe o contrato assinado, revela um inquérito da Deco, hoje divulgado.
Deco: Segurados portugueses são passivos e pouco informados
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 24 de outubro de 2017 às 07:56

As conclusões do questionário da edição de Novembro da revista da Deco Dinheiro & Direitos, baseadas em 1.817 respostas de segurados entre os 30 e os 74 anos, mostram que apenas uma pequena parte da população, ou 30% dos portugueses, contrata seguros de saúde.

Um quarto dos portugueses com seguro de saúde já mudaram de seguradora para reduzir custos, revela o inquérito sobre seguros da associação de defesa do consumidor Deco.

Dos que têm seguro de saúde, apenas 39% leem as letras todas do contrato, 29% contratam o seguro através do banco e apenas um quarto mudam de seguradora. Destes que mudam, apenas 25% invocaram o custo para justificar essa mudança.

Além de passivos, os segurados inquiridos revelam ser pouco informados sobre os seguros que contratam, não só os seguros de saúde e de vida, mas também nos automóvel e multirriscos -habitação.

No seguro automóvel, dois terços dos segurados inquiridos admitem nunca terem cancelado um contrato, por sua iniciativa, antes do fim do prazo. Nos multirriscos - habitação o número sobe para 84% e no seguro de saúde para 88%.

A Deco conclui ainda que a grande maioria dos segurados se mantém fiel à sua seguradora durante largos anos e poucos leem com detalhe o contrato assinado: 5% dos que têm seguro automóvel e multirriscos, e 6% dos que detêm apólices de saúde.

No seguro de vida, um quarto não sabe o tipo de apólice de que é titular e 75% desconhecem o valor a ser pago em caso de morte.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Os contratos dos seguros (entre outros) são redigidos de uma forma intragável, em que apenas juristas conseguem descodificar toda a informação lá constante. É inadmissível que a Entidade Reguladora nada faça relativamente a isso.
Por isso não são de estranhar estes resultados.

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