Aviação Delta compra 100 aviões A321 à Airbus por 12,7 mil milhões de dólares

Delta compra 100 aviões A321 à Airbus por 12,7 mil milhões de dólares

A companhia aérea norte-americana Delta preferiu os aviões de Airbus para renovar a sua frota e decidiu comprar 100 A321neo à fabricante sediada em Toulouse. A operação está avaliada em 12,7 mil milhões de dólares e os aviões começam a chegar em 2020.
Delta compra 100 aviões A321 à Airbus por 12,7 mil milhões de dólares
Reuters
Bruno Simões 14 de dezembro de 2017 às 16:49

A Delta optou pelos novos aviões A321 neo da Airbus para renovar a sua frota de curto e médio curso, preterindo a oferta da Boeing. Segundo a Bloomberg, a Delta encomendou esta quinta-feira 100 exemplares do A321 neo (com mais 100 de opção), que começarão a chegar a partir de 2020, por um valor de 12,7 mil milhões de dólares (10,7 mil milhões de euros). A escolha pelas aeronaves da Airbus chega depois de a Delta ter estado numa disputa com a Boeing.

Em cima da mesa, além do A321 neo (com capacidade para 206 passageiros), a Delta tinha o novo 737 Max 10 (204 passageiros) da Boeing, que compete pelo mesmo segmento – aviões de médio curso com espaço generoso para passageiros. A ajudar à decisão pelo construtor europeu pode ter estado o facto de a Boeing ter convencido o Governo americano a impor um imposto de 300% na compra de aviões da canadiana Bombardier.

 

Isto porque, no ano passado, a Delta encomendou 75 aviões de modelo CS100 à Bombardier a um preço que a Boeing considerou ser abaixo do preço de custo. A decisão da administração americana levará qualquer companhia americana que compre o CS100 a pagar uma taxa de 300%.

 

Os novos A321neo vão substituir os 64 aviões McDonnell Douglas MD-90, já com vários anos e usados essencialmente em voos domésticos, e ainda os Boeing 737 e Airbus A320 mais antigos da sua frota de 853 aviões. Os novos aviões deverão ser usados essencialmente em rotas domésticas e internacionais de curta duração. Este novo avião deverá garantir uma redução de 20% no consumo de combustível, diz a fabricante europeia.




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