Aviação Delta liga Lisboa a Nova Iorque com vinho português a bordo

Delta liga Lisboa a Nova Iorque com vinho português a bordo

A companhia norte-americana Delta inicia na próxima sexta-feira a ligação entre Lisboa e Nova Iorque – JFK, um regresso ao país após 22 anos de ausência. Até Outubro haverá 7 voos por semana a ligar as duas cidades, e a companhia vai servir vinho português aos passageiros.
Delta liga Lisboa a Nova Iorque com vinho português a bordo
Bruno Simões 24 de maio de 2017 às 14:20

Lisboa vai ganhar uma nova ligação aérea directa a Nova Iorque esta sexta-feira, com o início da rota para o aeroporto John F. Kennedy (JFK) pela companhia norte-americana Delta. Há 22 anos que a Delta não voava para Portugal. Por agora, esta ligação será sazonal, mantendo-se até final de Outubro, mas se a procura o justificar, poderá manter-se em funcionamento, admitiu o responsável de vendas para Portugal e Espanha, Rafael Ruiz, numa conferência de imprensa esta manhã, em Lisboa.

 

Para cativar ainda mais os passageiros portugueses, a companhia anunciou que vai ter "vinhos portugueses neste voo". "Já temos vinho do Porto há muitos anos, mas vinho português não. É importante [para os portugueses] encontrar um produto familiar nos nossos voos", acrescentou Rafael Ruiz. Serão também incluídos filmes portugueses no sistema de entretenimento da aeronave, acrescentou. "E também esperamos levar muitos portugueses a bordo", atirou, entre risos.

 

A Delta valoriza o facto de a economia de Portugal estar a dar sinais positivos, algo que pesou no regresso após mais de duas décadas de ausência. "Portugal passou por tempos difíceis, mas a confiança já voltou e o país está a crescer de forma tremenda", nota Rafael Ruiz, que diz que "Lisboa é muito popular nos EUA, está ‘trending’ [na moda]". E o facto de Madonna estar por cá também ajuda. "Se Madonna vem para cá, os americanos vão ficar curiosos e vão querer descobrir por que razão ela cá está", acrescentou Olivia Cullis, directora regional da Delta para comunicação institucional.

 

O facto de Portugal ser um país seguro também é um activo importante. "É muito importante que as pessoas sintam que Portugal é um país seguro. E também tem bons serviços, bons hotéis, boas infraestruturas", realçou Rafael Ruiz. "Os visitantes dos EUA são os que mais gastam em Portugal entre os estrangeiros. Posso ouvir americanos em todo o lado em Lisboa. Nós vamos trazer mais alguns", afiança.

 

Para já, as taxas de ocupação estão a surpreender a companhia pela positiva. "Estamos com ‘load factors’ [taxas de ocupação] muito bons. É uma procura muito grande. Nos últimos dias de Maio a taxa de ocupação é de 87%, para o mês de Junho é de 83%", quantificou. A companhia espera transportar 40 mil turistas americanos para Lisboa já este Verão. No aeroporto John F. Kennedy, a Delta disponibiliza ligações para mais de 60 destinos.

A Delta voa para 15 países europeus, pelo que Portugal será o 16.º a ser servido pela companhia. Diariamente, há 178 voos entre os Estados Unidos e a Europa. Anualmente, são transportados nove milhões de passageiros que sobrevoam o Atlântico.

 

Delta quer "roubar" passageiros à TAP

 

A TAP já está a explorar a ligação Lisboa-JFK há cerca de um ano, com aviões Airbus A330-300, e a Delta está apostada em roubar passageiros à empresa liderada por David Neeleman e Humberto Pedrosa. "Queremos conquistar tantos passageiros da TAP quanto possível. Sabemos que a TAP tem uma oferta forte, e é difícil competir com eles, mas estamos dispostos a lutar, e depois as pessoas que decidam qual é a melhor oferta", assinalou Rafael Ruiz.

 

A nova rota será operada por uma aeronave Boeing 757-200 com 168 lugares. Estarão disponíveis 16 lugares em classe executiva, com cadeiras que se transformam numa cama ("full-flat"), 44 lugares "Delta Comfort+", que são uma categoria intermédia entre executiva e económica, com maior espaço para as pernas e cadeiras que reclinam 50% mais do que na classe mais baixa, e ainda 108 lugares em classe económica. Todos os lugares dispõem de tomadas eléctricas e existe internet a bordo, a partir de 12 dólares

 

O voo tem um horário "muito bom, muito atractivo e muito competitivo", descreve Rafael Ruiz, com partida "numa hora óptima da manhã", às 11:55, e chegada a Nova Iorque às 14:30 locais. "Dá tempo para aproveitar a tarde lá". No regresso, a partida será às 22:15 locais, "o que permite explorar a cidade o dia inteiro", com chegada marcada a Lisboa às 10:25.

 

Rafael Ruiz admite que possa vir a ser utilizado um avião com maior capacidade caso a procura o justifique, mas, a acontecer, ele apenas será utilizado no Verão do próximo ano. Quando se faz esse "upgrade" na aeronave, "o mais habitual é começar a utilizar um Boeing 767-400".

 

A frequência de sete voos semanais vai manter-se até início de Outubro. Nesse mês, será reduzida para cinco voos semanais, até ser suspensa com a chegada do Inverno IATA.


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Camponio da beira Há 2 dias

Uma garrafa de vinho do porto é um passaporte diplomatico.Claro que só pode ser utilizado uma vez...

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