Banca & Finanças Depois da Redunicre, sociedade detida por bancos portugueses coloca Unibanco à venda

Depois da Redunicre, sociedade detida por bancos portugueses coloca Unibanco à venda

A unidade da Unicre para cartões de pagamento, o Unibanco, está a ser alienada, revela o Expansión. Os fundos de investimentos americanos estão entre os interessados. A Unicre também está a vender a sua unidade de aceitação de pagamentos.
Depois da Redunicre, sociedade detida por bancos portugueses coloca Unibanco à venda
Bloomberg
Diogo Cavaleiro 11 de Outubro de 2016 às 07:47

O Unibanco pode estar à venda, segundo adianta o jornal espanhol Expansión. A operação de venda por parte da accionista Unicre, referida sem que sejam identificadas as fontes na notícia, deverá estar concluída até ao final do ano. A Unicre é detida pelos principais bancos portugueses tendo o BCP e o Santander Totta como maiores accionistas. 

 

Segundo adianta o jornal espanhol, citado pela Bloomberg, o Unibanco, que se centra na gestão e desenvolvimento do negócio de cartões de pagamento, está avaliado em 80 milhões de euros mas a alienação poderá ser a um preço mais elevado.

 

O Expansión também adianta interessados, sobretudo fundos de investimento e de "private equity": os americanos da Apollo, Advent International, Bain Capital, a londrina Permira e ainda o Popular, que é também um pequeno accionista, estão na lista.

 

O Unibanco pertence à Unicre que é uma instituição, criada em 1974, e que tem como accionistas os vários bancos nacionais: o BCP detém 31,71%, o Totta 21,5% (o Banif, adquirido no ano passado, também tinha uma posição de 1,75%), o BPI 21,01%, o Novo Banco 17,50% sendo que o restante capital é dividido entre Montepio, BBVA, Crédito Agrícola, entre outros.

 

A notícia da possível venda do Unibanco ocorre quando está a decorrer o processo de alienação da Redunicre, unidade da empresa que gere soluções de aceitações de pagamentos em estabelecimentos comerciais. Neste caso, a SIBS, que gere o Multibanco, já se propôs a adquirir este negócio. A transacção está a ser analisada pela Autoridade da Concorrência.

 

Na prática, e antes desta(s) venda(s) se consumar(em), a Unicre tem três áreas de actuação: desenvolvimento de cartões de pagamento (Unibanco), emissão de cartões por parte de outras empresas (Card Management), e ainda o chamado acquiring, a aceitação de pagamentos (Redunicre).

 

No projecto de cisão desencadeado em Julho, a Unicre propunha a separação jurídica da Redunicre, visando uma "reorganização da estrutura empresarial", passando a primeira a centrar-se apenas no Unibanco e no Card Management. A maior regulamentação e a diferenciação entre os dois tipos de serviço eram apontados como o motivo para a operação.

 

A Unicre apresentava, no final de Junho deste ano, capitais próprios de 135,8 milhões de euros (diferença entre activos e passivos), tendo obtido no período um lucro de 51 milhões. 




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