Energia Descendente de Gulbenkian defende venda da Partex

Descendente de Gulbenkian defende venda da Partex

Martin Essayan é o único representante da família no conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian e confirma que a decisão foi tomada de forma "unânime" pelos administradores.
Descendente de Gulbenkian defende venda da Partex
Sofia Costa/Record
André Cabrita-Mendes 06 de fevereiro de 2018 às 16:23

A Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) está a analisar uma oferta de compra pela empresa de petróleos Partex. A decisão final de vender, ou não, a companhia será tomada pelo conselho de administração da FCG que conta com um descendente directo de Calouste Gulbenkian, conforme os estatutos da FCG.

O único representante do clã no conselho de administração, Martin Essayan, veio a público defender a decisão da FCG de alienar a empresa criada pelo patriarca em 1938. Conforme avançou o Negócios, existem vários membros da família Gulbenkian que estão contra a decisão da FCG vender a Partex, apesar de não terem poderes para conseguirem travar esta operação.

O administrador executivo sucedeu ao seu pai, Mikhael Essayan (que morreu em 2012), no conselho de administração da FCG em 2005, e disse ter discutido o futuro da Fundação com o seu pai, que cresceu com Calouste Gulbenkian.

"Ambos acreditamos que Calouste Gulbenkian teria querido que fizéssemos o melhor para a Fundação, de forma racional, equilibrando os riscos e as recompensas", começa por dizer Martin Essayan numa nota enviada ao Negócios esta terça-feira, 6 de Fevereiro.

"Durante a sua vida, Calouste Gulbenkian alienou muitos activos do petróleo e muitas vezes discutiu a venda das suas "holdings" do Médio Oriente com o seu filho e o meu avô, que eram provavelmente os seus conselheiros mais próximos (ainda temos as cartas). Calouste Gulbenkian é muitas vezes citado dizendo que não era um "homem do petróleo" mas um "arquitecto de negócios", acrescenta. 

Martin Essayan afirma que Calouste Gulbenkian "no seu testamento deixou aos administradores plenos poderes para fazerem o que considerassem melhor com os seus activos. E apesar do testamento referir a perpetuidade da FCG, não há nenhuma menção à Partex".

O bisneto do patriarca da família Gulbenkian diz que desde que entrou para o conselho de administração que tem defendido uma "avaliação permanente dos investimentos na Partex, de forma a evitar uma concentração excessiva dos nossos investimentos numa só indústria e numa só empresa, dependentes da volatilidade dos preços do petróleo. Além disso, a questão dos combustíveis fósseis também me tem vindo a preocupar, por motivos de sustentabilidade".

 
Conforme sublinha, a decisão de analisar ofertas pela compra da Partex foi tomada de forma "unânime" pelo conselho de administração, depois desta matéria ter sido discutida "aprofundadamente" nos "últimos anos".

Segundo avançou o jornal Expresso, os chineses da CEFC China Energy estarão actualmente a negociar a compra da Partex. Em 2016, as várias participações em empresas de petróleo e gás em geografias como Omã ou Abu Dhabi, reunidas na Partex, estavam avaliadas em 495 milhões de euros.




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mais votado Anónimo 06.02.2018

a mim parece-me e que ainda vamos ter que pagar uns buracoes valentes que depois vao aparecer sem ninguem saber como. Responsaveis depois nao vao haver. E a pior decisao que pode haver, alienar posiçoes no medio oriente. A mim cheira-me a comissoes em negocios. Quantas pessoas vivem a custa da FCG? Quais as alcavalas que la ganham. Ja pensaram que estao a hipotecar a unica fonte de receitas, credivel, real, e que realmente cria riquezas para a Fundação? Independentemente se o petroleo esta em alta ou em baixa? Pelo que se sabe a FCG nao tem custos de exploração desse activo. Vao fazer o que? "JOGAR" na bolsa? acordar de manha com uma mao a frente e outra atras e com o Estado a participar? VERGONHOSO. O assalto a Santa Casa iniciou-se com o PS. Vamos jogar nos jogos santa casa para limpar passivos realizados por gente sem escrupulos. Agora e a FCG? Ao nivel de um Pais do 3 mundo. O CG despedia esta manada de mamiferos

comentários mais recentes
Anónimo 06.02.2018

E eu a pensar que não havia mais nada para vender? Vendam, depois vão buscar os rendimentos aonde?

Anónimo 06.02.2018

a mim parece-me e que ainda vamos ter que pagar uns buracoes valentes que depois vao aparecer sem ninguem saber como. Responsaveis depois nao vao haver. E a pior decisao que pode haver, alienar posiçoes no medio oriente. A mim cheira-me a comissoes em negocios. Quantas pessoas vivem a custa da FCG? Quais as alcavalas que la ganham. Ja pensaram que estao a hipotecar a unica fonte de receitas, credivel, real, e que realmente cria riquezas para a Fundação? Independentemente se o petroleo esta em alta ou em baixa? Pelo que se sabe a FCG nao tem custos de exploração desse activo. Vao fazer o que? "JOGAR" na bolsa? acordar de manha com uma mao a frente e outra atras e com o Estado a participar? VERGONHOSO. O assalto a Santa Casa iniciou-se com o PS. Vamos jogar nos jogos santa casa para limpar passivos realizados por gente sem escrupulos. Agora e a FCG? Ao nivel de um Pais do 3 mundo. O CG despedia esta manada de mamiferos

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