Despacho que permite administradores da CGD ganharem mais que Passos foi publicado hoje
01 Agosto 2012, 10:52 por Alexandra Machado | amachado@negocios.pt
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A decisão era conhecida. Os efeitos do despacho iniciaram-se a 1 de Abril. Mas só hoje é publicado em Diário da República a autorização para que todos os administradores executivos da Caixa, à excepção de Nuno Fernandes Thomaz, possam receber mais que o primeiro-ministro
O desequílibrio salarial dos gestores da Caixa Geral de Depósitos já tinha sido noticiado pelo Negócios. O Ministério das Finanças autorizou que Faria de Oliveira e os administradores executivos da Caixa, com excepção de Nuno Fernandes Thomaz, recebam mais que o primeiro-ministro, enquadrando-os nas excepções possíveis.

Esta quarta-feira o despacho é publicado em Diário da República e confirmada as excepções para a administração da Caixa face à maior parte dos gestores públicos. Mas não é para todos. Nuno Fernandes Thomaz, que também fez o pedido, ficou de fora.

O despacho permite que Faria de Oliveira, presidente não executivo da Caixa, José de Matos, presidente executivo e os vogais Nogueira Leite, Norberto Rosa, Rodolfo Lavrador, João Nuno Palma e Cabral dos Santos recebam o correspondente à "remuneração média dos últimos três anos do lugar de origem".

A secretaria de estado da Administração Pública deu luz verde a esta excepção e o Governo, no despacho, explica que a Caixa se enquadrava nessa possibilidade de excepção já que "tem por objecto actividades submetidas à concorrência no mercado e não desenvolve o essencial da sua actividade em benefício de entidades públicas". Por outro lado, os gestores públicos "efectuaram pedidos de opção e juntaram aos mesmos a documentação necessária à respectiva instrução".

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