Telecomunicações Despedimentos na PT? "É tudo fake news", diz Altice

Despedimentos na PT? "É tudo fake news", diz Altice

Em entrevista ao Negócios, Michel Combes, CEO da Altice, desmentiu um processo de despedimento de três mil pessoas em Portugal.
Despedimentos na PT? "É tudo fake news", diz Altice
Paulo Duarte/Negócios
Sara Ribeiro 23 de maio de 2017 às 16:54

Em entrevista ao Negócios, Michel Combes, CEO da Altice, garantiu que as recentes notícias na imprensa portuguesa do despedimento de cerca de 3 mil trabalhadores da Meo, "não passam de um rumor".

"Não há planos de despedimento colectivo, como foi noticiado em Portugal. Claro que fizemos ajustes em todas as operações porque queremos maior eficiência. Mas o que foi noticiado é mentira", garantiu.

 

Aliás, o presidente executivo confessou estar surpreendido com algumas notícias que têm saído nos media portugueses desde que o grupo comprou a PT.

 

"A venda do segmento empresarial à Telefónica é uma piada", apontou. "Nós estamos inclusive a reforçar este segmento".

 

"Não sei de onde vêm todos estes rumores" relacionados com a venda de activos e despedimentos de trabalhadores. "Tenho de ir mais vezes a Portugal", comentou. "Não temos este tipo de rumores em mais lado nenhum. É tudo 'fake news' (notícias falsas)", disse.

"Clarinho como água"

A investigação de Bruxelas à compra da PT Portugal não preocupa a Altice. Para Michel Combes, presidente executivo do grupo francês, "é clarinho com água" que não há qualquer violação das regras europeias em relação à compra da Meo, disse em entrevista ao Negócios, à margem da apresentação da nova marca global do grupo.

 

Michel Combes sublinhou que a Altice ainda não contestou a decisão de Bruxelas, que alega que o grupo francês concretizou a aquisição antes da luz verde da Comissão Europeia. "Estamos a tratar da resposta, é um processo recente e natural", explicou. "Tenho a certeza de que não há aqui qualquer problema", reforçou.


*A jornalista viajou a Nova Iorque a convite da Altice




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mais votado Anónimo Há 2 dias

Em 2006 e no tocante ao sector das telecomunicações, já se fazia isto nas economias e sociedades mais avançadas, as que não perdem soberania, não vão à falência, não pedem resgates, não têm emigração à saída da faculdade, não têm pobres full-time a ordenado mínimo, etc.: "France Telecom’s hair shirt may not be as uncomfortable as it appears. The French telecoms operator seems to have set itself a superhuman task in ditching 17,000 jobs. It is also to cut E2bn from its other running costs. But in spreading the cuts over three years, it looks to have given itself a handy margin for error. Take the job cuts. At below 6,000 a year, they are less ambitious than Deutsche Telekom is attempting. What’s more, they represent half the number that FT managed in 2004, the last year for which full figures are available. In 2002, FT cut three times as many. And it still has stacks of dead wood to chop out" https://www.breakingviews.com/considered-view/france-telecoms-17000-job-cuts-look-modest/

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Anónimo Há 1 dia

Não tenho paciência para estes comentadores do trivial... Gostam de ver os que podem recorrer a escritórios de advogados de topo para negociar quando são postos no olho da rua... mas ficam incomodados quando os outros do salário mínimo recorrem aos sindicatos para os ajudarem...

Anónimo Há 2 dias

Já lá vão os tempos em que nos trabalhos dos CTT/TLP se via 5 trabalhadores com as mãos nos bolsos a ver um a cavar, em que um era o chofer, o outro era o ajudante, e outro era o electricista, outro era o pedreiro e diziam que o Salazar era um ditador, não era não, aplicava o pleno emprego.

Anónimo Há 2 dias

Despedimento ? claro que não, saída por mutuo acordo ....depois de uma ameaças disfarçadas até se consegue que alguns peçam para serem despedidos.

olharapo Há 2 dias

Facto Importante :
*A jornalista viajou a Nova Iorque a convite da Altice

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