Banca & Finanças Deutsche Bank pode cortar mais 1.000 empregos na Alemanha

Deutsche Bank pode cortar mais 1.000 empregos na Alemanha

A Bloomberg avança que o acordo entre o banco e os sindicatos, a fechar esta semana, poderá passar pela redução de mais 1.000 postos de trabalho no país. Os serviços centrais deverão ser os mais afectados.
Deutsche Bank pode cortar mais 1.000 empregos na Alemanha
reuters
Diogo Cavaleiro 03 de Outubro de 2016 às 09:18

Depois de ter acordado a saída de 3.000 funcionários em Junho, o Deutsche Bank deverá chegar a um entendimento para cortar mais 1.000 postos de trabalho, de acordo com informações obtidas pela agência Bloomberg.

 

Um grupo de sindicatos terá de dar o aval às referidas rescisões que vão ocorrer na Alemanha, sede de origem do Deutsche Bank. O banco, que deverá apresentar os resultados relativos ao terceiro trimestre este mês, já tinha acordado os cortes de 3.000 postos de trabalho em Junho passado.

 

Segundo a Bloomberg, a maior parte das reduções de postos de trabalho agora pretendidas serão conseguidas nos serviços centrais, mais do que nas agências.


Foi em Outubro do ano passado que começou a anunciada diminuição de custos que passava pela eliminação de 35 mil postos de trabalho no seu todo: 9.000 a tempo inteiro, 6.000 funcionários externos e 20.000 afectadas na venda de activos. O objectivo era cortar 9.000 logo em 2015, depois de elevados prejuízos que obrigou à suspensão do pagamento de dividendos. Desde aí, têm surgido várias notícias sobre o banco e, de tempos a tempos, surgido a desconfiança dos investidores.

 

A forma como a Alemanha vai lidar, politicamente, com eventuais necessidades do banco tem causado alguma tensão e ainda esta segunda-feira o vice-chanceler alemão, Sigmar Gabriel, veio sublinhar a ironia de o presidente executivo do banco, John Cryan, mencionar a "especulação" como causa da queda em bolsa.

Merkel teve uma posição dura no que diz respeito a injecções de capital consideradas auxílios do Estado noutros países da Zona Euro, o que dificulta uma intervenção pública no banco alemão. A Europa, pela voz do líder do Eurogrupo Jeroen Dijsselbloem, também já o afirmou. Aliás, a forma como a Alemanha lidar com este caso poderá ser um sinal para Portugal, que ainda tem a venda do Novo Banco por resolver.

 

Tudo começou com a notícia de que a justiça americana queria impor uma multa de 14 mil milhões de dólares ao Deutsche Bank por irregularidades na negociação de instrumentos associados a hipotecas. O impacto na solidez do banco germânico motivou as preocupações dos investidores. 




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