Bolsa Deutsche Bank sobe pela quinta sessão à espera de um acordo com a justiça dos EUA

Deutsche Bank sobe pela quinta sessão à espera de um acordo com a justiça dos EUA

As acções do banco alemão acumulam uma valorização de quase 12,5% nas últimas cinco sessões, quando ainda decorrem as negociações entre a administração e o Departamento de Justiça norte-americano.
Deutsche Bank sobe pela quinta sessão à espera de um acordo com a justiça dos EUA
reuters
Rita Faria 05 de Outubro de 2016 às 09:30

As acções do Deutsche Bank estão a valorizar, esta quarta-feira, 5 de Outubro, pela quinta sessão consecutiva, numa altura em que ainda decorrem as negociações entre a instituição e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Em causa está o estabelecimento da coima que as autoridades norte-americanas pretendem aplicar ao banco alemão devido a processos relacionados com o "subprime".

Os títulos avançam 0,98% para 11,86 euros, na bolsa de Frankfurt, elevando para quase 12,5% a valorização acumulada desde a última quarta-feira.  

No dia 16 de Setembro, as acções do Deutsche Bank afundaram mais de 8% depois de o banco confirmar que a justiça norte-americana pretendia aplicar uma coima de 14 mil milhões de euros. Um valor que alimentou preocupações em torno da saúde financeira da instituição e da sua capacidade para enfrentar a pesada multa sem recorrer a um aumento de capital ou à ajuda do Estado. Essa tensão reflectiu-se na evolução dos títulos em bolsa, que registaram fortes perdas em quatro das seis sessões seguintes. 

Desde então, as acções têm negociado com sinal verde, sustentados pelas garantias do CEO, John Cryan, de que a instituição não necessita de um aumento de capital nem da ajuda do Estado, e pelas notícias veiculadas pela imprensa internacional de que o banco poderá ver a penalização reduzida para menos de seis mil milhões de dólares. 

Na semana passada, em entrevista ao jornal Bild, Cryan assegurou que a hipótese de um aumento de capital não se coloca "neste momento" e que aceitar a ajuda do Governo "está fora de questão".

"Em nenhum momento pedi ajuda à chanceler. Nem sequer sugeri nada disso", afirmou, em declarações à publicação alemã.

 

Já na sexta-feira, enviou uma nota aos funcionários onde realça que a instituição diminuiu a exposição a riscos, e que "nas últimas duas décadas" o balanço do banco nunca foi "tão estável".

Apresar das recentes subidas, as acções do Deutsche Bank perdem mais de 47% desde o início do ano. 




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