Banca & Finanças Deutsche Bank: Teste às regras de apoio à banca dá sinal a Portugal
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Deutsche Bank: Teste às regras de apoio à banca dá sinal a Portugal

Em caso de intervenção no Deutsche Bank, haverá solução política ou valem as regras europeias? Resposta dará sinal a Portugal, sobretudo para o futuro do Novo Banco.
Deutsche Bank: Teste às regras de apoio à banca dá sinal a Portugal
Reuters
Maria João Gago 03 de outubro de 2016 às 00:01

A decisão das autoridades alemãs e europeias relativamente ao Deutsche Bank, caso venha a verificar-se o cenário de intervenção, será um teste às regras europeias para bancos em dificuldade.

Ou se segue à risca a política de que o Estado não pode usar dinheiro dos contribuintes ou se opta por uma solução mais flexível de carácter político. Qualquer que seja a solução adoptada, promete fazer escola na Europa, defendem responsáveis da banca portuguesa.

O Novo Banco poderá ser a primeira instituição portuguesa a sentir as ondas de choque de uma decisão sobre o Deutsche Bank. Afinal, o banco está neste momento em processo de venda que se pretende que venha a ser concluído com êxito até ao final deste ano.

No Banco de Portugal, há a convicção de que a alienação terá um desfecho bem sucedido. No entanto, se o desfecho da crise em redor do maior banco alemão mostrar sinais de flexibilidade política, os próprios candidatos à compra do Novo Banco poderão encontrar margem de manobra para procurarem uma solução mais favorável para o dossiê desta instituição, admite-se no sector financeiro português. E a abertura demonstrada por Bruxelas relativamente à capitalização da Caixa Geral de Depósitos é apontada como exemplo de que a posição da União Europeia face à banca não é de uma rigidez irredutível.

Mas se o caso Deutsche Bank resultar numa vitória da ortodoxia das regras europeias de intervenção na banca, Portugal terá lições a retirar, designadamente para o processo do Novo Banco. A perspectiva das autoridades europeias – tanto da Comissão Europeia como do Banco Central Europeu – tenderá a ser mais rígida relativamente ao banco de transição português.

Esta abordagem será importante não apenas para o processo de venda do Novo Banco, mas também para as soluções que for necessário adoptar para a capitalização da instituição. Porque em ambas as frentes, haverá decisões a tomar até ao final do ano.)

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