Empresas Director de operações da Ryanair demite-se depois de cancelamento de milhares de voos

Director de operações da Ryanair demite-se depois de cancelamento de milhares de voos

O director de operações da Ryanair, Michael Hickey, demitiu-se de funções, depois do cancelamento de milhares de voos anunciado para os próximos meses, informou este sábado a transportadora aérea irlandesa “low cost”.
Director de operações da Ryanair demite-se depois de cancelamento de milhares de voos
A Ryanair anunciou, no final de Setembro, que iria deixar de operar 25 dos mais de 400 aviões que compõem a frota, que atingirá 18 mil voos e 400 mil passageiros.
Lusa 07 de outubro de 2017 às 10:18

Michael Hickey, director de operações da Ryanair, demitiu-se. É primeiro alto responsável que abandona a transportadora com sede em Dublin, depois da controvérsia com os erros cometidos na distribuição das férias dos pilotos, que originaram uma crise que atingiu milhares de passageiros.

 

O director de operações, que abandonará funções no final deste mês, era o principal responsável pela elaboração dos mapas de trabalho dos pilotos desde 2014. 

 

O CEO da Ryanair, Michael O'Leary, assegurou num comunicado que Hickey, que entrou na empresa em 1988 como engenheiro, "deu uma enorme contribuição", sobretudo, disse, na melhoria da "qualidade e segurança das funções operativas e de engenharia" da empresa.

 

"Será difícil substituí-lo e agradecemos-lhe que fique como assessor para facilitar a transição para o seu sucessor", declarou O'Leary, a quem algumas vozes críticas da empresa também pediram responsabilidades.

 

A companhia líder na Europa no sector "low cost" anunciou em 27 de Setembro uma "redução" do "calendário de inverno", quando deixar de operar 25 dos mais de 400 aviões que compõem a frota, que atingirá 18 mil voos e 400 mil passageiros.

 

A Ryanair já tinha comunicado em 15 de Setembro a suspensão de 2.100 viagens durante seis semanas, devido ao referido erro na distribuição das férias dos pilotos.

 

O'Leary insistiu que esta situação não foi provocada pela falta de pilotos, mas pelas falhas cometidas na elaboração dos mapas de trabalho dos pilotos, ao mesmo tempo que estimou em mais de 20 milhões de euros o custo das devoluções, remarcações e compensações aos clientes atingidos.

 

Mesmo assim, o CEO escreveu uma carta aos pilotos para lhes oferecer aumentos salariais e melhoria das condições de trabalho, com o objectivo de ficarem na transportadora aérea. 




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