Banca & Finanças Dois portugueses apontados à liderança do HSBC

Dois portugueses apontados à liderança do HSBC

Gigante bancário vai ter um novo CEO no próximo ano, e na City já se fazem apostas para o sucessor de Stuart Gulliver. António Simões, que lidera o grupo na Europa, e António Horta Osório, que lidera o Lloyds, estão entre os favoritos.
Dois portugueses apontados à liderança do HSBC
Bruno Simão/Negócios
Negócios 14 de março de 2017 às 12:37
O maior banco da Europa vai ter um novo CEO no próximo ano, e no processo de selecção há dois portugueses apontados entre os favoritos ao cargo de líder executivo do HSBC. De acordo com a Reuters, entre os nomes mais falados na City de Londres estão António Simões e António Horta Osório, dois banqueiros portugueses com história no Reino Unido.

O actual CEO do HSBC, Stuart Gulliver, já havia anunciado a sua intenção de se retirar em 2018, dando tempo aos accionistas para preparar a sucessão. Mais acima, houve também mudanças, com a designação, já esta semana, de Mark Tucker como chairman. Caberá exactamente a Tucker a liderança do processo de escolha do novo CEO.

E aqui, nomes não faltam. António Simões (na foto) já é uma figura de topo do grupo, liderando as actividades bancárias do HSBC na Europa, sendo naturalmente uma candidatura a considerar. John Flint, que chefia a área de retalho e de gestão de fortunas é outro nome citado pela Reuters, bem como Matthew Westerman, com carreira na Goldman Sachs e que trabalha na área de banca de investimento do HSBC. 

Mas há outro português, e outro António, que tem sido cada vez mais falado. António Horta Osório, líder do Lloyds, também poderá ser considerado, segundo a mesma fonte. O trabalho de Horta Osório, de recuperação do intervencionado Lloyds, tem sido considerado um sucesso, estando o Estado britânico muito perto de sair totalmente do capital da instituição. O que poderia fechar o ciclo do banqueiro português naquele banco, com a missão concluída.

O actual CEO, Stuart Gulliver, não tem apontado um favorito para lhe suceder, abrindo a porta a hipóteses internas mas também externas.

Sam Laidlaw, administrador não executivo que lidera a comissão de remunerações do HSBC, explicou à Reuters que "temos desenvolvido alguns fortes candidatos internos, mas seria sempre de esperar que um grupo desta dimensão os compare e que também olhe para fora".

O HSBC, sediado em Londres e com raízes e actividade na Ásia, está entre os maiores bancos do mundo, sendo mesmo o maior europeu no ranking por activos. No final do primeiro semestre de 2016, os cinco principais postos eram ocupados por quatro bancos chineses e um japonês, numa tabela liderada pelo chinês ICBC. O HSBC surgia em sexto, seguido pelo norte-americano JP Morgan Chase.



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mais votado Legru 14.03.2017

Aqui não há excedentários porque é, praticamente, proibido racionalizar recursos. Por estas e por outras é que estamos, e continuaremos a estar, na cauda de tudo o que é civilizado e europeu.
Nos países mais evoluídos mandam os governos, nos outros, como o nosso, mandam o sindicatos...

comentários mais recentes
pertinaz 15.03.2017

A CORRIDA É DESIGUAL ... VEREMOS ...

Anónimo 14.03.2017

Um cartão de crédito deste banco faz milagres... tudo lá fora e só os juros pagam cá mais de metade das despesas tudo tax-free...

surpreso 14.03.2017

Este Simões disse,em entrevista ,que só chegou à direcção,por ser "gay".Como Osório talvez seja "straight"tem o Simões "mais direitos"

Francisco António 14.03.2017

Por cá, a banca tem sido um regabofe ! Quando Celeste e Armando aterram na CGD e ocupam cargos na Administração...a coisa só daria pró torto ! Esqueçamos o Melícias, o Costa, o Rendeiro e o sábichão do BES sem esquecer VC & CC que se esqueceram de policiar !Bem fizeram Simões e Osório em zarpar.

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