Bolsa Dona da Conforama afundou 90% em bolsa no espaço de uma semana

Dona da Conforama afundou 90% em bolsa no espaço de uma semana

A queda acontece depois de a empresa anunciar que está a ser investigada por alegadas irregularidades nas suas contas. Em resultado, a agência Moody's cortou o seu rating para "lixo".
Dona da Conforama afundou 90% em bolsa no espaço de uma semana
Reuters
Negócios 08 de dezembro de 2017 às 12:38
O grupo que detém a Conforama afundou 90% no espaço de uma semana devido a possíveis irregularidades nas suas contas. A Steinhoff International, fundada na África do Sul e com sede na Holanda, afundou 90% na bolsa de Joanesburgo no acumulado da semana.

As alegadas irregularidades na contabilidade levaram a agência Moody's a cortar o rating da empresa em quatro níveis para "lixo". A empresa está presente em Portugal através da marca Conforama e conta com 130 mil trabalhadores em todo o mundo.

A performance negativa das acções acentuou-se na quarta-feira, 6 de Dezembro, quando a Steinhoff revelou que estava a ser alvo de uma investigação criminal e fiscal na Alemanha, estando em causa alegadas irregularidades contabilísticas cometidas desde 2015.

 

Em resultado, o presidente executivo Markus Jooste demitiu-se, com a apresentação de resultados da empresa a ser adiada indefinidamente. 
 

"O conselho de supervisão da Steinhoff informa os seus accionistas que teve acesso a nova informação que se relaciona com irregularidades contabilísticas que exigem investigação adicional", segundo um comunicado divulgado esta semana.

A gestão da empresa foi assumida pelo chairman Christo Wiese, também o maior accionista, tendo já anunciado que identificou medidas que podem dar uma liquidez adicional de 2 mil milhões de euros.

As suspeitas sobre as contas da empresa começaram no mês passado, quando a Reuters noticiou que a Steinhoff tinha escondido dos investidores transacções com uma empresa relacionada no valor de quase mil milhões de dólares.

 

A factura fiscal também tem levantando suspeitas, com os analistas a questionarem como a empresa consegue apresentar uma taxa de imposto de 12% (média nos últimos cinco anos), que é inferior a metade da taxa que os seus concorrentes suportam nos principais mercados onde está presente.




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