Media Dona da TVI está a estudar aumento de capital de 500 milhões

Dona da TVI está a estudar aumento de capital de 500 milhões

Enquanto não é decidido se o negócio entre a Media Capital e a Altice pode avançar, a accionista Prisa está a estudar um aumento de capital na ordem dos 500 milhões de euros.
Dona da TVI está a estudar aumento de capital de 500 milhões
Miguel Baltazar
Wilson Ledo 12 de outubro de 2017 às 10:27

A espanhola Prisa, actual dona da Media Capital onde está inserida a TVI, está a estudar um aumento de capital de 500 milhões de euros. As acções estão a reagir em queda, recuando 4,96% para 3,374 euros, o que eleva para 35,73% a descida desde o início do ano.

A intenção foi confirmada esta quarta-feira, 11 de Outubro, ao regulador do mercado espanhol depois de a imprensa daquele país ter avançado com o cenário.


"No processo de desalavancagem financeira em que está a trabalhar, estão a ser avaliadas diferentes alternativas, entre as quais operações de fortalecimento de fundos próprios por meio de aumento de capital por um valor aproximado de 500 milhões de euros", confirmou a Prisa à Comisión Nacional del Mercado de Valores.


A operação de aumento de capital, que ainda não está fechada, será avaliada na reunião do conselho de administração da Prisa marcada para esta sexta-feira, 13 de Outubro. Em cima da mesa, diz a imprensa espanhola, estará também a operação de venda da Media Capital à Altice, dona da operadora de telecomunicações Meo, por 440 milhões de euros.


Esta semana, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) pediu à Autoridade da Concorrência um prolongamento do prazo para avaliar a compra da dona da TVI pela Altice.


Antes, por parte do regulador das telecomunicações, a Anacom, foi emitido um parecer desfavorável à operação, por poder colocar "entraves significativos à concorrência". Este parecer, ao contrário do que será emitido pela ERC, não é vinculativo.


Também os operadores de telecomunicações Nos e Vodafone bem como os grupos Impresa (dono da SIC) e Sonae (dona do Público e accionista da Nos através da Zopt) já se manifestaram contra o negócio, temendo que esteja em causa uma "garantia do pluralismo".




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