Telecomunicações Donos da Mayoral já detêm 5% dos CTT

Donos da Mayoral já detêm 5% dos CTT

A Indumentaria Pueri tornou-se na terceira maior accionista dos CTT ao superar a fasquia dos 5%. A empresa, que pertence ao grupo que detém a cadeira de vestuário infantil Mayoral, tinha superado os 2% em Dezembro.
Donos da Mayoral já detêm 5% dos CTT
Diogo Cavaleiro 05 de julho de 2017 às 18:12

Os donos da cadeira de roupa infantil Mayoral reforçaram a sua posição nos CTT. Na última terça-feira, a sociedade Indumenta Pueri ultrapassou a barreira dos 5% na sociedade de serviço postal, tornando-se na sua terceira maior accionista.

 

Os CTT comunicaram esta quarta-feira que, no dia anterior, a espanhola Indumentaria Pueri ficou com 5,0011% da empresa, ao deter mais de 7,5 milhões de acções. Nos últimos sete meses, a sociedade tem estado a reforçar a sua posição. Em Dezembro do ano passado, a sociedade com sede em Málaga tinha, através do Wilmington Capital, apenas 3 milhões de títulos, o que configurava uma posição accionista na ordem dos 2%.

 

A barreira dos 5% – que quando ultrapassada obriga a uma comunicação à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) – foi superada a 4 de Julho, dia em que os títulos da empresa presidida por Francisco Lacerda negociavam nos 5,566 euros. A cotação é inferior aos cerca de 6,50 euros a que as acções dos CTT negociavam em Dezembro – pelo meio, a empresa já pagou dividendos.

 

Segundo a estrutura accionista disponibilizada no site oficial dos CTT, a Gestmin, imputável a Manuel Champalimaud, detém 10,24%, seguido da Allianz, com uma participação de 5,04%. Depois, surge, agora, a Indumenta Pueri, uma "holding" que pertence à família de Rafael Domínguez de Gor, dona da Mayoral, e que tem feito aplicações em sociedades espanholas, italianas e portuguesas.

 

No caso dos CTT, o BNP Paribas, o Norges Bank e o F&C Asset Management também estão representados no capital da empresa. De qualquer forma, a maioria do capital (cerca de 70%) está nas mãos de outros investidores, sem posições qualificadas.

 

As acções da companhia desceram hoje 0,95% para valer 5,513 euros por acção. 




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