Imobiliário Donos do Jumbo e Axa dão ano recorde aos "shoppings"

Donos do Jumbo e Axa dão ano recorde aos "shoppings"

O investimento em centros comerciais portugueses passará os mil milhões de euros em 2018. A Axa comprou o Dolce Vita Tejo e a Immochan vai ficar com três dos “shoppings” da Blackstone.
Donos do Jumbo e Axa dão ano recorde aos "shoppings"
Está fechada uma das operações que irá coroar 2018 como o ano com o maior investimento de sempre em centros comerciais portugueses.

Os donos dos hipermercados Jumbo, através do braço imobiliário Immochan, compraram três dos quatro "shoppings" que o fundo norte-americano Blackstone tinha colocado à venda, prevendo um encaixe entre 750 e 900 milhões de euros.

A confirmação é dada por uma notificação divulgada no site da Autoridade da Concorrência, com data de 16 de Janeiro. Através da Tiekenveen BV, o grupo Auchan, de origem francesa, ficará assim com o "controlo exclusivo" do Sintra Retail Park, do Forum Sintra e do Forum Montijo. Ao que o Negócios apurou, terá desembolsado cerca de 400 milhões de euros por estes activos.

Esta aquisição representa (...) a nossa confiança na recuperação do mercado do sul da Europa. Hermann Montenegro
Responsável da Axa Investment Managers para a Península Ibérica
Não se trata de uma estreia nesta área em Portugal, uma vez que a Immochan detém já os centros comerciais com a marca Alegro em Alfragide, Setúbal e Castelo Branco. Contactada, a empresa não respondeu até ao fecho desta edição.

Fora da lista original da Blackstone fica o Almada Forum, "shopping" avaliado em cerca de 450 milhões de euros. As fontes do sector ouvidas pelo Negócios acreditam que será possível fechar a operação ainda este ano, com o retomar do processo em breve.

Janeiro deu logo o pontapé de saída para um ano em que se espera um investimento imobiliário superior a mil milhões de euros. O valor supera os cerca de 850 milhões alcançados nos últimos dois anos em Portugal no que respeita a este tipo de investimento. Nuno Nunes, responsável da área de investimento na consultora CBRE, confirma estas perspectivas do sector para 2018. E é nos arredores de Lisboa que o fluxo de investimento se faz sentir com mais força.

Esta segunda-feira, 22 de Janeiro, ficou a conhecer-se outro grande negócio: o Dolce Vita Tejo foi comprado por 230 milhões de euros pela Axa Investment Managers (AIM), que diz ter actuado em nome de clientes. Trata-se do segundo maior centro comercial a nível nacional, com 80 mil metros quadrados e 274 lojas.

"Esta aquisição representa mais uma evidência da nossa confiança na recuperação do mercado do sul da Europa", referiu o responsável para o mercado ibérico da AIM, Hermann Montenegro, em comunicado. Apesar do valor ser inferior aos 300 milhões que chegaram a ser noticiados, a Baupost e o Eurofund terão realizado mais-valias, uma vez que em Janeiro de 2015 investiram 170 milhões de euros neste "shopping" na Amadora.

A folha de vendas de centros comerciais em Janeiro pode não ficar por aqui. O Negócios sabe que a venda do Serra Shopping na Covilhã está para breve, com um encaixe na ordem dos 70 milhões de euros. A Sonae Sierra, braço do grupo Sonae dedicado aos centros comercais, segue assim a sua estratégia de alienação de património. Também o Rio Sul Shopping, no Seixal, está à venda, como avançou o Negócios em Novembro passado.


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(Correcção: Onde se lê que a CBRE Global Investors é a proprietária do Parque Mondego Retail Park, deve ler-se Mitiska Reim. O Negócios partiu da informação disponível no site oficial deste "shopping", que não se encontrava actualizada.)




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mais votado Anónimo 23.01.2018

Só se vê escrituras e dinheiro mudarem de mãos. Agora investimento nos centros comerciais propriamente dito... neps. As lojas vão fechando a uma cadência certinha.

comentários mais recentes
Johnny 23.01.2018

Quando vejo aquelas lojas que pagam certamente rendas CATASTROFICAS nos shoppings sempre vazias como a "boutique dos relógios" ate tremo de terror de pensar que há otarios que vão lá dar 1000 por uma bugiganga que os chinocas fizeram por 10 para suportar toda esta montanha de trampa

Anónimo 23.01.2018

Só se vê escrituras e dinheiro mudarem de mãos. Agora investimento nos centros comerciais propriamente dito... neps. As lojas vão fechando a uma cadência certinha.

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