Indústria Duas OPA à Cipan avançam quarta-feira com preços diferentes

Duas OPA à Cipan avançam quarta-feira com preços diferentes

A oferta obrigatória sobre a Cipan, por parte da Lusosuan e a 16 cêntimos, arranca a 14 de Junho, o mesmo dia em que segue em frente a OPA sobre 8% da Cipan, neste caso da norte-americana Chartwell.
Duas OPA à Cipan avançam quarta-feira com preços diferentes
Diogo Cavaleiro 12 de junho de 2017 às 20:10

A Cipan vai ser, a partir de quarta-feira, alvo de duas ofertas públicas de aquisição. As operações tinham sido já anunciadas em Setembro, mas só agora foram registadas pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. O regulador quis que ambas se iniciassem ao mesmo tempo.

São duas OPA, dois tipos de oferta, dois preços e dois alvos distintos: uma vinda de Espanha, a outra dos EUA.

Lusosuan a 16 cêntimos até 11 de Julho

A Lusosuan, detida pela espanhola Suanfarma, controla 85% da Cipan, depois de ter comprado essa posição à Atral-Cipan. Tendo comprado essa participação, foi obrigada a lançar uma OPA geral e obrigatória, em que se propõe a ficar com os cerca de 15% de capital da empresa do sector farmacêutico que não detém.

É esta OPA, a 16 cêntimos por acção (preço definido por um auditor independente), que "decorrerá entre as 8:30 horas do dia 14 de Junho de 2017 e as 15:00 horas do dia 11 de Julho de 2017". "As respectivas ordens de venda [poderão] ser recebidas até ao termo deste prazo", adianta a CMVM no comunicado em que regista a OPA, nove meses depois do lançamento. "Os detentores das acções que aceitem a oferta poderão revogar as suas declarações de aceitação até às 15.00 horas do dia 6 de Julho de 2017", continua.

A Lusosuan pode ter de gastar 572 mil euros para adquirir os 14,6% que não detém na empresa no âmbito desta oferta em que o Haitong Bank é o intermediário financeiro.

"É intenção  do  oferente  continuar  a  actividade  da  sociedade  visada  aumentando  o  seu portfolio de produtos. O oferente integra um grupo de empresas liderado pela sociedade Suan  Farma. A este respeito, importa salientar que esta transação representa um passo importante na  estratégia  corporativa  da  Suan  Farma,  destinado  a reforçar  a  sua  estrutura  de  negócios, através da inclusão de uma empresa industrial reconhecida internacionalmente, como é o caso da sociedade visada", indica o prospecto da OPA da Lusosuan.

Chartwell a 45 cêntimos até 28 de Junho

"O conselho de administração da CMVM deliberou ainda registar a oferta pública de parcial e voluntária preliminarmente anunciada pela Chartwell Pharmaceuticals, LLC, no dia 25 de Agosto de 2016, sobre um máximo de 2.000.000 (dois milhões) de acções representativas de cerca de 8,18% (oito vírgula dezoito por cento) do capital social da Cipan - Companhia Industrial Produtora de Antibióticos, S.A.", indica também o regulador presidido por Gabriela Figueiredo Dias.
 
Neste caso, na oferta cujo intermediário é o CaixaBI, o preço pago por acções é de 45 cêntimos. A Chartwell apenas se propõe a ficar com 10% da Cipan - tendo 2%, só vai comprar um máximo de 8,18% do capital da empresa sediada em Vila Franca de Xira.

A oferta começa no mesmo dia da OPA lançada pela Lusosuan, mas demora menos tempo: "A oferta decorrerá entre as 8:30 horas do dia 14 de Junho de 2017 e as 15:00 horas do dia 28 de Junho de 2017, podendo as respectivas ordens de venda ser recebidas até ao termo deste prazo", indica o regulador. "Os detentores das acções que aceitem a oferta poderão revogar as suas declarações de aceitação até às 15.00 horas do dia 23 de Junho de 2017", determinou a CMVM.
 
A Chartwell lançou a OPA antes de anunciado o negócio que deu à espanhola Suanfarma, através da Lusosuan, o controlo da Cipan. Contudo, não foi autorizada pela CMVM a retirar a oferta, como pretendia. Agora, pode ter de gastar 900 mil euros para comprar 8% da empresa.

"A oferente  mantém  a  sua  intenção  de contribuir  para  a manutenção  da  actividade  desenvolvida  pela  sociedade visada", diz o anúncio da OPA da Chartwell.


(Notícia actualizada às 20:39 com mais informação)




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comentários mais recentes
GLINTT Há 1 semana

A nossa tecnológica GLINTT vai ser a próxima a duplicar, as campeãs de prejuízos já subiram 100% e a GLINTT que dá lucro e já foi alvo de OPA subiu 25%. Pode ser alvo de outra OPA da Farminveste para a tirar da Bolsa. Mas deviam agora pagar 1€ cada acção. Já valeu 5€ em 2004.

PATRIOTA Há 1 semana

Só doidos vendem a empresa fabricante de antibióticos, pior se for uma empresa estrangeira.

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