Tecnologias E vão 10 trimestres de superação de receitas para o Facebook

E vão 10 trimestres de superação de receitas para o Facebook

A rede social Facebook continua a contribuir para o crescimento da facturação da empresa liderada por Zuckerberg, o que mostra que a polémica em torno dos anúncios políticos da Rússia naquela plataforma não está a causar mossa.
E vão 10 trimestres de superação de receitas para o Facebook
Bloomberg
Carla Pedro 01 de novembro de 2017 às 22:33

A tecnológica liderada por Mark Zuckerberg reportou esta quarta-feira, 1 de Novembro, após o fecho das bolsas do outro lado do Atlântico, os resultados do seu terceiro trimestre fiscal. E pelo 10.º trimestre consecutivo apresentou um volume de negócios que supera as estimativas.

 

As vendas da empresa sediada em Menlo Park (Califórnia) aumentaram 47%, para 10,33 mil milhões de dólares, contra uma projecção média de 9,84 mil milhões que tinha sido apontada pelos analistas inquiridos pela Bloomberg e pela Yahoo Finance.

 

A impulsionar a facturação está a crescente audiência de "Facebookianos". Com efeito, o número de utilizadores diários e mensais superou as previsões. Entre Julho e Setembro, 1,37 mil milhões de utilizadores "logaram-se" diariamente a esta rede social – e no mês de Setembro o número de utilizadores activos foi de 2,07 mil milhões (mais 16% do que um ano antes e acima dos 2,06 mil milhões esperados pelos analistas inquiridos pela FactSet.

 

Também as aplicações Instagram, Messenger e WhatsApp continuam a dar um maior contributo para as receitas.

 

Os lucros também dispararam, com a empresa a ser igualmente sustentada pela publicidade nos vídeos e não dando sinais de haver uma penalização financeira proveniente da controvérsia sobre se a Rússia usou a rede social Facebook para tentar influenciar eleitores nas presidenciais norte-americanas de Novembro de 2016.

 

O resultado líquido entre Julho e Setembro disparou 79% para 4,71 mil milhões de dólares, ou 1,59 dólares por acção, contra 2,63 mil milhões (90 cêntimos por acção) no trimestre homólogo do ano passado – quando as projecções apontavam para um lucro por acção de 1,28 dólares.

 

Os investidores gostaram destes resultados e estão a demonstrá-lo em bolsa. Na negociação fora do horário regular em Wall Street, os títulos da tecnológica seguem a subir 1,1% para 184,60 dólares – um novo máximo histórico. Isto depois de terem encerrado a sessão formal desta quarta-feira a ganhar 1,44% para 182,66 dólares.

 

No entanto, Zuckerberg disse esta noite que a empresa poderá ver a sua rentabilidade penalizada nos próximos tempos, dado o investimento previsto em segurança para proteger a rede social de abusos depois de a rede social ter sido palco de tentativa, pelos russos, de manipular a política norte-americana.

 

Para Zuckerberg, "proteger a nossa comunidade é mais importante do que maximizar lucros".




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