Energia EDP: Clientes no mercado livre pouparam 500 milhões face ao mercado regulado

EDP: Clientes no mercado livre pouparam 500 milhões face ao mercado regulado

Depois do Parlamento ter aprovado a possibilidade de regressar às tarifas reguladas, a eléctrica aponta para as vantagens económicas das tarifas liberalizadas para os consumidores. 
EDP: Clientes no mercado livre pouparam 500 milhões face ao mercado regulado
Já foram atribuídos descontos de mais de 100 milhões de euros aos clientes domésticos, disse Miguel Stilwell de Andrade
Paulo Duarte
André Cabrita-Mendes 09 de outubro de 2017 às 14:23

As tarifas de electricidade no mercado liberalizado são mais competitivas face ao mercado regulado, defende a EDP. A eléctrica aponta que os seus clientes no mercado livre já pouparam 500 milhões de euros desde a liberalização do mercado em 2006.

 

"Ao longo dos últimos anos em Portugal, já foram atribuídos descontos de mais de 100 milhões de euros aos clientes domésticos e 500 milhões de euros no total, incluindo também os clientes empresariais, ", disse o presidente da EDP Comercial, Miguel Stilwell de Andrade, esta segunda-feira, 9 de Outubro, na conferência "os desafios do mercado ibérico de energia" que decorreu em Lisboa.

 

As declarações do também administrador do grupo EDP têm lugar depois do Parlamento ter aprovado a possibilidade dos consumidores poderem regressar à tarifa regulada depois de já estarem no mercado liberalizado, algo que não é possível actualmente. A medida tem ainda de ser regulamentada e deve avançar até ao final deste ano

 

Em relação à tarifa social, a EDP pagou um total de 140 milhões de euros. "Esta é uma boa medida que permite ter mercado livre e que permite salvaguardar clientes vulneráveis", afirmou.

 

Nos últimos dias têm vindo várias notícias a público a dar conta que António Mexia pode não ser reconduzido no cargo de presidente do grupo EDP. O Negócios avança esta segunda-feira que Diogo Lacerda de Machado pode suceder a António Mexia, enquanto que o Expresso avançou no sábado que o actual presidente dos CTT, Francisco Lacerda, está a ser considerado para o cargo.

 

Questionado pelo Negócios sobre a recondução de António Mexia no seu cargo à margem da conferência, Miguel Stilwell de Andrade rejeitou fazer comentários.




A sua opinião5
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Manuel Costa Há 1 semana

Faz lembrar a liberalização dos combustíveis. Fizeram-nos crer que o Estado era o beneficiado com o mercado regulado. Após liberalização, os beneficiados foram as petrolíferas. Agora a EDP quer fazer o mesmo. Puro embuste!

Anónimo Há 1 semana

Basta verificar o preço do kW e da potência em ambos os mercados para avaliar a melhor opção. Para mim, ainda estou no regulado e não pretendo mudar.

Camponio da beira Há 1 semana

Para mim foi altamente prejudicial.

Anónimo Há 1 semana

É tão vantajoso que estou a pensar em regressar ao mercado regulado.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub