Energia EDP com pior sessão em quase quatro meses com proposta para CMEC

EDP com pior sessão em quase quatro meses com proposta para CMEC

A proposta do regulador para as rendas a pagar à EDP na próxima década, que ameaça reduzir em 1.650 milhões de euros o encaixe da empresa com os CMEC, penalizou a eléctrica liderada por António Mexia na sessão desta segunda-feira.
EDP com pior sessão em quase quatro meses com proposta para CMEC
Os títulos da eléctrica liderada por António Mexia terminaram a sessão desta segunda-feira, 2 de Outubro, a perder 2,79% para 3,096 euros - o valor mais baixo em quase dois meses (4 de Agosto) - depois de conhecida no final da semana passada a proposta de redução de rendas que pode custar à empresa 1.650 milhões de euros até 2027.

Numa sessão, a capitalização bolsista da EDP encurtou-se em 325 milhões de euros, depois de ao longo do dia terem sido transaccionadas 13,131 milhões de acções, acima da média diária de 6,52 milhões de títulos que nos últimos seis meses trocaram de mãos. O desempenho ficou ainda aquém dos ganhos de cerca de 0,2% do índice Stoxx 600 de empresas de utilities.

A proposta apresentada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) prevê que a EDP venha assim a receber apenas 85 milhões de euros por ano em vez dos 250 milhões que recebeu entre 2007 e 2017 no âmbito dos Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC).

A redução deve-se ao facto de os contratos em causa que estão em vigor virem a expirar nos próximos dez anos, levando a EDP a receber menos pelos CMEC, passando a produzir menos electricidade remunerada ao abrigo destes contratos.

A sessão desta segunda-feira em bolsa foi também a pior para a companhia desde 15 de Junho (quase quatro meses), quando tinha terminado o dia a cair 3,69% e vai ao encontro do comportamento negativo que tinha sido antevisto pelos analistas, apesar de a proposta constituir um parecer não vinculativo, cabendo ao Governo decidir qual o valor dos contratos CMEC a vigorar na próxima década.

Os analistas do CaixaBI esperam que até à divulgação da proposta final pelo regulador ERSE, a 15 de Outubro, deverá haver "uma volatilidade acrescida e uma reacção negativa nas acções da EDP face às notícias divulgadas". O Haitong, por seu lado, afirmou que se trata de notícias "negativas" para a EDP, e que o valor proposto pelo regulador fica abaixo das suas estimativas e das do mercado.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Cuidado que este tipo tem a malta toda no bolso. O Paulo Campos Costa da comunicação tem esta gente toda no bolsinho da calça. Vai defender o seu sócio até à morte porque senão caem os dois...e sabe se lá o que vai acontecer quando as comadres zangarem se.

enéas Há 2 semanas

O pouco poder do Mexia, entretanto, se esvai. EDP com uma dívida colossal, tentou difundir uma notícia de eventual fusão com a Gás Natural. Não conseguiu. Nos estertores e, provavelmente, com vários processos às costas, retirar-se-á o último dos engodos inventados pelo BES.

Anónimo Há 2 semanas

Surpresa? Nenhuma. E começou a festa. Tem de haver retroactivos e o processo das barragens deve ser investigado pelo ministério publico. Os patrocínios do Mexia cheiram mal e ainda falta verem a Fundação...fogo de artifício!

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