Energia EDP contrata StormHarbour e Santander para titularização de défice tarifário  

EDP contrata StormHarbour e Santander para titularização de défice tarifário  

A eléctrica pretende avançar com a titularização do défice tarifário, sendo que o valor da carteira em causa está acima de mil milhões de euros.
EDP contrata StormHarbour e Santander para titularização de défice tarifário  
Nuno Carregueiro 17 de novembro de 2017 às 08:02

A EDP anunciou esta sexta-feira, em comunicado à CMVM, que contratou duas entidades para avaliar o interesse dos investidores numa operação de titularização de défice tarifário que a eléctrica pretende realizar.

 

"A StormHarbour foi mandatada para actuar como Sole Arranger e Joint Lead manager e o Banco Santander Totta, S.A. foi mandatado como Joint Lead Manager, da transacção Volta V, uma operação de titularização de créditos detidos pela EDP Serviço Universal", refere o comunicado.

 

A operação diz respeito ao "diferimento, pelo período de 5 anos, da recuperação do sobrecusto de 2017 (incluindo ajustamentos de 2015 e 2016) com a aquisição de energia aos produtores em regime especial", sendo que em causa está um valor que ascende actualmente a cerca de 1.020 milhões de euros. O valor final da operação só será apurado na altura em que for fechada a titularização.

 

A EDP diz que vai ter início em breve "contactos com investidores qualificados através de Investor calls" para avaliar o interesse do mercado nestes títulos. Se avançar com a operação, a EDP antecipa o encaixe deste pagamento.

 

A EDP tem no passado avançado com várias operações de titularização do défice tarifário.

 

Num comentário a esta notícia, o Haitong diz que esta medida "não representa uma surpresa" e que "dadas as condições actuais no mercado de crédito, a operação não deverá enfrentar problemas", perspectivando que "a EDP deverá conseguir boas condições apesar do elevado valor do negócio".

 

Ainda assim, adianta que a "remuneração do défice tarifário é reduzida, pelo que os ganhos potenciais devem ser negligenciáveis".

 

A StormHarbour é conhecida em Portugal por ter sido uma das assessoras do IGCP, para avaliar as perdas das empresas públicas com a celebração de contratos de cobertura de risco ("swaps") e definir os contratos designados complexos.

 




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