Energia EDP Distribuição diz que custo para mudar imagem não está apurado e "decisão cabe ao regulador"

EDP Distribuição diz que custo para mudar imagem não está apurado e "decisão cabe ao regulador"

O presidente do conselho de administração da EDP Distribuição disse hoje que não estão ainda apurados os custos da mudança de imagem da empresa e adiantou que a decisão cabe ao regulador.
EDP Distribuição diz que custo para mudar imagem não está apurado e "decisão cabe ao regulador"
Lusa 25 de outubro de 2017 às 14:10
"Isso é o regulador [Entidade Reguladora para os Serviços Energéticos] que vai decidir. Não estão apurados custos. É uma decisão da regulação, não é uma decisão da empresa", afirmou João Torres, durante uma visita ao centro operacional de Castelo Branco.

Questionado sobre se essa mudança vai implicar custos para a factura dos clientes, tal como foi avançado pelo jornal Público, disse que a empresa está a trabalhar no processo e adiantou que as propostas serão apresentadas à ERSE no prazo previsto.

"Vamos naturalmente procurar uma solução, garantindo aquele que é o objectivo da entidade reguladora - que é uma distinção mais vincada da EDP Distribuição em relação às restantes empresas do mercado - e tomaremos as decisões ajustadas", frisou.

Contudo, sublinhou que o regulador é que tem a última palavra, sendo que a mudança de viaturas, edifícios, identificação das pessoas têm custos.

"A EDP é uma empresa regulada, cumpre o que a regulação lhe pede. É nesse quadro que as decisões vão ser tomadas", sustentou.

O jornal Público noticiou na segunda-feira que "Consumidores arriscam-se a pagar mudança de imagem da EDP".

Diz o diário que "a Entidade Reguladora para os Serviços Energéticos (ERSE) já aprovou o novo regulamento de relações comerciais do sector eléctrico, que obrigará a EDP Serviço Universal e a EDP Distribuição a fazerem alterações radicais de imagem".

"Vão mudar os nomes e os logótipos destas empresas reguladas, mas também os fatos de trabalho e cartões de identificação dos trabalhadores, os formulários, os folhetos informativos e a identificação de equipamentos e viaturas. Tudo para que, no final, não existam 'elementos comuns' entre as empresas do grupo EDP", escreveu o Público.



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