Energia EDP Renováveis assegura novos contratos eólicos a 20 anos no Brasil

EDP Renováveis assegura novos contratos eólicos a 20 anos no Brasil

Os contratos de aquisição de energia, de 218 MW de geração eólica, dizem respeito a energia produzida nos parques eólicos de Santa Rosa e Mundo Novo que iniciarão operação em 2023.
EDP Renováveis assegura novos contratos eólicos a 20 anos no Brasil
Miguel Baltazar/Negócios
Paulo Zacarias Gomes 20 de dezembro de 2017 às 19:27
A EDP Renováveis assegurou novos contratos de aquisição de energia (CAE) no Brasil, para 218 MW de geração eólica, o que eleva a 482 MW os projectos de energia eólica naquele país, entre parques em construção e desenvolvimento.

A obtenção dos CAE, no leilão de energia brasileiro A-6 de 2017 para a venda de electricidade no mercado regulado, foi comunicada esta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo a nota da empresa liderada por Manso Neto, os contratos a 20 anos foram assegurados pela EDP Renováveis Brasil, sendo a energia produzida nos parques eólicos de Santa Rosa e Mundo Novo, a instalar no Estado do Rio Grande do Norte e que deverão iniciar operação em Janeiro de 2023.

O contrato pressupõe um preço de longo prazo de 99 reais (25,29 euros à cotação actual) por MWh em Santa Rosa e 97 reais (24,78 euros) em Mundo Novo.

"Através do êxito alcançado neste leilão, a EDPR reforça a sua presença no mercado brasileiro caracterizado por um perfil de baixo risco, através da execução de CAEs de longo prazo, e com um recurso renovável favorável e fortes perspectivas de crescimento no médio e longo prazo," conclui o comunicado.

De acordo com o relatório anual da EDP Renováveis de 2016, a empresa tinha 204 MW de capacidade instalada no final do ano passado no Brasil e mais 127 MW em construção.

Os títulos da EDP R terminaram a sessão a descer 1,2% para 6,75 euros.

Também no Brasil, a casa-mãe, a EDP, anunciou ontem a celebração de um contrato para comprar 14,46% do total das acções da Centrais Elétricas de Santa Catarina por 59,2 milhões de euros e o lançamento de uma oferta de aquisição sobre mais 32% de acções preferenciais, que pode chegar a 51,2 milhões de euros.



A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar