Energia Eduardo Catroga: "Estamos a assistir a uma diarreia legislativa que tem que parar”

Eduardo Catroga: "Estamos a assistir a uma diarreia legislativa que tem que parar”

O economista Eduardo Catroga criticou hoje o que apelidou de "uma diarreia legislativa que tem que parar" e que afecta sobretudo o sector financeiro, referindo que "mais tarde ou mais cedo alguém tem que parar os reguladores".
Eduardo Catroga: "Estamos a assistir a uma diarreia legislativa que tem que parar”
Pedro Elias/Jornal de Negócios
Lusa 24 de janeiro de 2018 às 17:35

Na intervenção na conferência sobre remuneração de executivos e 'corporate governance', organizada pela Mercer, em conjunto com a Sérvulo & Associados, em Lisboa, o antigo ministro das Finanças considerou que "no sector financeiro, sobretudo, os reguladores passaram do oito para o 80", o que faz com que "as empresas vão andar preocupadas em concentrar energia na gestão burocrática dos reguladores".

O actual presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, em representação do maior accionista da eléctrica, a China Three Gorges, criticou ainda a forma como algumas directivas europeias são transpostas para a lei portuguesa: "Aparecem umas directivas europeias e somos mais papistas do que o papa".

"Os reguladores nem sempre têm sentido de proporcionalidade", lançou, dando como exemplo a "excessiva e desproporcionada interferência" na transposição em Portugal de uma directiva que obrigada a que o presidente do Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da EDP seja independente, o que lhe vetou a possibilidade de um novo mandato na liderança deste órgão.

O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Luís Amado é o nome proposto pelos accionistas China Three Gorges (CTG), BCP, Sonatrach, Oppidum e Senfora - que representam mais de 40% do capital - para presidente do CGS da EDP para o próximo triénio, como independente, tal como obriga o Regime Jurídico da Supervisão de Auditoria.

Em declarações aos jornalistas, o economista explicou que, "ao contrário do que acontece no modelo dualista alemão, na lei portuguesa, para a mesma directiva comunitária, [...] os portugueses interpretaram que o CGS tem que ser constituído por maioria de independentes, o que já era, incluindo o presidente e, a partir desse momento, nem a CTG, nem a Capital Group, nem a Oppidum podem desempenhar a função de 'chairman'".

"Mais tarde ou mais cedo alguém tem que parar os reguladores", declarou o economista.

Instado a comentar os salários praticados na eléctrica liderada por António Mexia, Eduardo Catroga disse que "toda a gente conhece as críticas às remunerações dos gestores a, b e c", mas que os salários são comparados com os praticados com outras empresas do sector e "ganham um terço da congénere aqui ao lado". 




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Desanimado 25.01.2018

Ò catroguinha esqueceste-te foi de dizer que a disparidade salarial em Espanha não tem nada a ver com a Portuguesa.

Olha o Pentelhos a falar de boca cheia. 25.01.2018

Estes Labregos que so vêm as suas Barrigonas estao preocupado com quê.Esta com medo que a teta da EDP seque? Sao estes os demokratas deste pais por isso somos LIXO e nunca passaremos dele. Vai morrer longe defundo.Cambada de imcopetentes pensam-se os sumos da economia.O que fez como governante?

Desanimado 25.01.2018

Os salários desta cambada devia estar indexado ao salário médio da empresa!!!

Desanimado 25.01.2018

Esta cambada não tem mesmo vergonha. Portugal em termos de disparidades salarial da EU é o QUARTO país. Apenas a Polônia a Romênia e o Chipre têm uma disparidade maior:

https://www.dn.pt/dinheiro/interior/gestores-ganham-ate-cem-vezes-mais-que-trabalhadores-6259131.html

Esta cambada não tem mesmo vergonha na cara!!!

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