Turismo & Lazer Em Espanha cresce a luta contra o "turismo massivo"

Em Espanha cresce a luta contra o "turismo massivo"

O debate sobre o eventual excesso de turistas em cidades como Lisboa e Porto acontece também em Espanha, onde Madrid e Barcelona têm tentado implementar medidas para conter a onda de turismo que, em 2017, poderá fazer do país o primeiro destino mundial. Baleares aplicam lei para limitar turismo.
Em Espanha cresce a luta contra o "turismo massivo"
Negócios 10 de agosto de 2017 às 11:58

O jornal espanhol Cinco Días publica esta quinta-feira, 10 de Agosto, um dossier sobre aquilo que as comunidades autonómicas e cidades espanholas vêm fazendo para conter o "turismo massivo" que se faz sentir em Espanha.

 

Este jornal recorda que, depois de ter superado os 75 milhões de turistas em 2016, este ano Espanha poderá mesmo chegar aos 84 milhões, o que a acontecer será o mais alto número de sempre e fará do país o primeiro destino turístico mundial, à frente da França.

 

Mas lá como cá, a vaga de turismo tem contrapartidas negativas, especialmente nas grandes cidades, como são exemplos Madrid e Barcelona, em Espanha, ou Lisboa e Porto, em Portugal.

As medidas até agora adoptadas nas duas maiores cidades espanholas não surtiram os efeitos desejados sendo que na capital está já em vigor a possibilidade de os vizinhos em prédios com apartamentos destinados a arrendamentos de curta duração poderem vetar os mesmos.

 

Entretanto, a autonomia regional das ilhas Baleares adoptou esta terça-feira uma reforma da lei turística que limita o número de turistas nos estabelecimentos turísticos legais.

O tecto máximo estabelecido foi de 623.624 turistas que poderão estar alojados simultaneamente nas ilhas, com a maioria dos lugares na ilha de Maiorca (435.707). No entanto, o objectivo anunciado pelo governo da região passa por reduzir paulatinamente o número de vagas em estabelecimentos legais.


Esta reforma contempla ainda sanções para os proprietários que coloquem casas para arrendamento turístico sem as permissões devidas, com as multas a poderem ascender a 40 mil euros para os proprietários e a 400 mil euros para as plataformas de arrendamento de curta duração. 

A região da Catalunha (cuja capital é Barcelona, a cidade com mais moradias destinadas ao arrendamento turístico) – é a mais afectada pelo fenómeno do turismo massivo, tendo recebido em 2016 mais de 18 milhões de turistas. Neste ano, Barcelona iniciou um combate contra os arrendamentos no Airbnb não licenciados, sendo que as autoridades estimam em cerca de 7 mil o número de alojamentos irregulares.




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mais votado surpreso 10.08.2017

Só o "xuxalismo" português e o José Manuel Fernandes é que acham óptimo.Leiam o artigo do bloquista Soares ,no DN.Até ele...

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MMMM 11.08.2017

Viva os turistas ao magotes. É tão bom. Os portugueses que se afastem para o interior e se fod** com os incêndios.

Armando 11.08.2017

O pessoal dos negócios da noite estão aflitos com medo que lhes acabe a mama dos turistas que lhes compram as bebidas na rua, em copos de plástico, ficam toda a noite aos berros e a vomitar e mijar, e depois deixam a lixeira toda nos passeios para a camara limpar, não é? Os locais que se lixem!

Anónimo 11.08.2017

Gostava de ver estes idiotas que estão muito satisfeitos com o turismo massivo a viver numa rua cheia de prédios alugados a turistas e bares ... Queria ver o sono tranquilo com o arrastar de malas, estacionar, apanhar transporte publico, tomar café com preço decente!, circular na baixa... Só lixo.

Quem são os turismofóbicos? 10.08.2017

Uma 1/2 de esquerdalhos que têm muito poder na intoxicação social.
São seres invejosos e hipocritas que nunca trabalharam na vida.
Toda a sua vida viveram à custa dos pais e agora querem parasitar o Estado.
Como são uns inúteis não suportam o sucesso dos outros, que tentam destruir.
Cresçam!!

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