Indústria Empresa de Albergaria lança pilaretes contra terroristas

Empresa de Albergaria lança pilaretes contra terroristas

A Larus está a negociar com várias cidades europeias a venda de um novo "dissuasor de segurança" para as praças e zonas pedonais, que promete reduzir o impacto dos atentados terroristas por atropelamento.
Empresa de Albergaria lança pilaretes contra terroristas
Simulação da solução "Strong" aplicada à entrada de uma praça em Brugges, na Bélgica.
Direitos Reservados
António Larguesa 08 de novembro de 2017 às 17:43

Um inovador dissuasor de segurança removível, com capacidade para absorver o impacto de uma viatura em movimento e imobilizá-la. É assim que a Larus apresenta o "Strong", uma solução que desenvolveu ao longo dos últimos meses e que está agora a negociar com várias cidades europeias para "reduzir o impacto dos atentados terroristas por atropelamento".

 

Ao Negócios, fonte oficial da empresa de Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, referiu que a concepção destes novos pilaretes surgiu "a pedido de várias cidades" de grande e média dimensão, a quem já fornece outras peças de mobiliário urbano. A preocupação dos autarcas em proteger as principais praças e zonas pedonais, impedindo eficazmente a circulação de viaturas, surgiu na sequência de várias acções de terrorismo deste género, sobretudo na Europa.

 

"Para além da robustez, este equipamento distingue-se pela fácil instalação, na medida em que a sua reduzida profundidade de 35 milímetros não interfere nas condutas subterrâneas de gás, água ou de electricidade, e pela integração natural no espaço público, sendo removível e eliminando, assim, os condicionalismos das soluções retrácteis de controlo à distância", resume a Larus ("gaivota", em latim), um negócio fundado em 1988 por Pedro Martins Pereira, que em 2016 assegurou 25% das vendas de 2,3 milhões de euros em cerca de uma dezena de mercados internacionais.

 

Lisboa (Parque das Nações, Ribeira das Naus), Porto (Serralves, Avenida dos Aliados), Madrid (junto à Praça de Cibeles), Casablanca (Medina de Casablanca) Santiago de Compostela (Cidade da Cultura), Luanda (Baía de Luanda e Ilha do Cabo), Génova, Antuérpia, Londres, Dubai e Macau. Estas são algumas das localizações urbanas que já foram "mobiladas" com produtos fabricados na unidade industrial de Albergaria-a-Velha. Ali emprega perto de 40 trabalhadores, que produzem também as peças da mítica Alba, marca falida no final dos anos 1990 e a que o bisneto do fundador deu uma segunda vida.




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Belém Há 2 semanas

Estes jornalistas ou são burros ou idiotas expliquem lá como com 35 mm ou 3,5 cm enterrados no solo para o impacto de um veículo

pub