Indústria Empresa de Isabel dos Santos investe 100 milhões em fábrica embalagens de vidro em Luanda

Empresa de Isabel dos Santos investe 100 milhões em fábrica embalagens de vidro em Luanda

A Sodiba, fábrica angolana de cervejas que passou a produzir a portuguesa Sagres desde este ano, vai investir 100 milhões de euros para instalar em Luanda uma unidade de embalagens de vidro.
Empresa de Isabel dos Santos investe 100 milhões em fábrica embalagens de vidro em Luanda
Lusa 18 de agosto de 2017 às 10:54

Um grupo liderado pela Sodiba, fábrica angolana de cervejas de Isabel dos Santos, prevê investir 120 milhões de dólares (102 milhões de euros) para instalar em Luanda uma unidade de embalagens de vidro.

 

A informação consta do contrato de investimento entre o grupo privado e a Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP) e que além da Sodiba - fábrica que assegura a produção, a partir de Luanda, da cerveja portuguesa Sagres - envolve também a Embalvidro e a Industrial Africa Development (IAD).

 

De acordo com o contrato, autorizado por despacho presidencial de 14 de Agosto ao qual a Lusa teve esta sexta-feira acesso, os investidores privados pretendem construir e operar, em Luanda, uma unidade produtiva de embalagens de vidro.

 

Na nova fábrica, a empresa de Isabel dos Santos, filha do chefe de Estado angolano, terá uma participação de 51%, enquanto a IAD contará com uma posição de 49%, estimando o contrato de investimento o aumento da capacidade produtiva nacional, a "promoção do desenvolvimento de zonas mais desfavorecidas" e a criação de 188 postos de trabalho directos.

 

O contrato com a UTIP, em representação do Estado, prevê a atribuição de vários benefícios fiscais, desde logo a redução em 67,5% da taxa do imposto sobre a aplicação de capitais e de SISA, durante oito anos.

 

A Sagres, cerveja portuguesa que começou a ser produzida este ano em Angola, pela Sodiba, pretende retomar o seu volume de vendas, de cerca de 35,3 milhões de litros anuais, relativo ao período antes do início da crise económica angolana.

 

A meta foi avançada anteriormente pelo administrador da Sagres para a área de logística, José Torres, que no início deste ano admitiu que devido à crise que se faz sentir em Angola desde 2014 as vendas foram fortemente afectadas.

 

"Como cerveja de exportação chegamos a vender cerca de 35,3 milhões de litros em Angola. Era o volume que nós tínhamos antes de começar a crise", referiu.

 

Acrescentou ainda que outro dos objectivos é serem capazes de recuperar, no primeiro ano, os mesmos volumes e atingirem uma quota de mercado da marca Sagres, de cerca de 5% do total do mercado angolano.

 

"Isso é o volume que nos estamos a propor e queremos atingir", frisou.

 

A marca portuguesa foi instalada em Angola em parceria com a Sociedade de Distribuição de Bebidas de Angola (Sodiba), fábrica da empresária angolana Isabel dos Santos.

 

Para a instalação daquela unidade fabril, a Sodiba, a mais recente empresa de produção e distribuição de bebidas em Angola, fez um investimento, maioritariamente angolano, que ascendeu os 150 milhões de dólares (cerca de 141 milhões de euros).

 

Localizado no Polo Industrial do Bom Jesus, a 60 quilómetros de Luanda, este complexo industrial conta com uma área total de 40 hectares e uma capacidade de produção instalada de 144 milhões de litros/ano de cerveja, extensível até 200 milhões de litros, tendo a produção arrancado em Janeiro passado.

 

Envolve duas linhas de enchimento, uma com capacidade para 50 mil garrafas/hora e outras linhas para o enchimento de latas com a mesma capacidade.

 




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Pois Há 2 dias

Nasci nessa merda dessa terra mas felizmente não me lembro de nada e faço questão de morrer sem me misturar com essa escumalha corrupta ou seja não meto lá os pés. Ainda hei-de ver a corrupta que rouba o dinheiro aos angolanos pendurada numa árvore.

Portugal devia adotar rapidamente essa lei dos 51% Há 2 dias

portugal devia fazer como os angolanos e adotar rapidamente essa lei dos 51 % : diziamos : tem que ter 51% português (um só dono) mas o investidos português só tem 10 % para dar pelo que o estrangeiro entra com 90% mas fica só com 49% ASSIM SIM ! parvos são os estrangeiros que vão na treta

Só eu é que vejo ? Há 2 dias

Só eu é que vejo ? não veem que o que ele quer é a tecnologia de fazer embalagem de vidro ? continuam a vender tecnologia como sócio minoritário ? de borla ?

Ladra Há 2 dias

Isso dá quanto em ovos?

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