Construção Empresa portuguesa Coba vai assessorar construção da maior barragem de Angola

Empresa portuguesa Coba vai assessorar construção da maior barragem de Angola

A empresa portuguesa Coba vai assessorar tecnicamente o projecto de construção da barragem de Caculo Cabaça, que será a de maior potência em Angola, obra avaliada em mais de 4,5 mil milhões de dólares (4,1 mil milhões de euros).
Empresa portuguesa Coba vai assessorar construção da maior barragem de Angola
Reuters
Lusa 10 de maio de 2017 às 10:18
A autorização para a contratação da Coba Consultores de Engenharia e Ambiente SA foi feita por despacho assinado pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, de 25 de Abril e ao qual a Lusa teve hoje acesso.

Visa a contratação dos serviços da empresa portuguesa para "consultoria, assessoria técnica na análise e aprovação do projecto de execução da empreitada para construção, fornecimento, montagem e comissionamento dos equipamentos electromecânicos" da barragem de Caculo Cabaça.

O contrato está avaliado, segundo o mesmo despacho, em 37,3 milhões de kwanzas (mais de 200 mil euros).

A Lusa noticiou anteriormente que o Banco Comercial e Industrial da China vai financiar o Estado angolano para a construção desta nova barragem. Só a supervisão e fiscalização desta empreitada, conforme adjudicação aprovada no final de Abril, vai custar mais de 145,5 milhões de dólares (133,7 milhões de euros) e fica a cargo do consórcio AIBC, formado pelas empresas Anglostar, Intertechne Consultores, Baran International e Copia Group.

Em maio de 2016, questionado pela Lusa, o ministro da Energia e Águas de Angola garantiu que a construção da nova barragem de Caculo Cabaça, na bacia do médio Kwanza, a de maior potência eléctrica no país, arrancará "em breve" e vai permitir exportar electricidade angolana.

João Baptista Borges destacou tratar-se de um "grande projeto" nacional para Angola atingir a meta de 9.000 megawatts (MW) de capacidade instalada em todo o país até 2025.

Só esta barragem, que o Governo angolano contratou há praticamente dois anos ao consórcio chinês CGGC (China Gezhouba Group Corporation) & Niara Holding, por 4.532 milhões de dólares (4,1 mil milhões de euros), vai permitir produzir 2.171 MW de energia eléctrica.

"É extremamente importante na perspectiva do desenvolvimento industrial do país e também de integração regional. Não nos podemos esquecer que estamos numa região em que o nosso país é um dos que de mais recursos energéticos primários dispõe, sobretudo a água", sublinhou João Baptista Borges.

Em concreto, o ministro angolano admitiu que a barragem, e a interligação da rede nacional em curso, permitirá exportar electricidade produzida no rio Kwanza para países como a Namíbia ou África do Sul.

De acordo com informação do consórcio chinês a que a Lusa teve acesso, depois de iniciada, a obra da barragem de Caculo Cabaça, no norte do país, deverá estar concluída em 80 meses, prevendo a empreitada a edificação de túneis, trabalhos de construção civil, fornecimento, instalação e testes de equipamentos electromecânicos

A barragem de Caculo Cabaça foi identificada pelo Governo como uma das obras estruturantes nesta área e incluída no Programa de Investimento Público (PIP).

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