Indústria Empresa que fabrica fios para a Bugatti investe 25 milhões na Guarda

Empresa que fabrica fios para a Bugatti investe 25 milhões na Guarda

A nova unidade industrial, localizada na Plataforma Logística local, vai criar 130 novos postos de trabalho.
Empresa que fabrica fios para a Bugatti investe 25 milhões na Guarda
O grupo Coficab vai instalar uma nova unidade industrial na Plataforma Logística local, que criará 130 novos postos de trabalho.
Miguel Baltazar
Negócios com Lusa 27 de novembro de 2017 às 14:55

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, anunciou hoje que em 2018 o grupo Coficab vai instalar uma nova unidade industrial na Plataforma Logística local, que criará 130 novos postos de trabalho.

 

"E eu tenho hoje um gosto enorme de oferecer, ou melhor, estou autorizado a oferecer, talvez a maior prenda à cidade da Guarda desde que eu sou presidente de Câmara", disse Álvaro Amaro a propósito do anunciado investimento, na sessão comemorativa do 818.º aniversário da Guarda.

 

Segundo o autarca, a Coficab - Companhia de Fios e Cabos, que já está instalada no concelho, na freguesia de Vale de Estrela, junto da cidade da Guarda, irá investir 25 milhões de euros na construção de uma nova fábrica na Plataforma Logística.

 

A Coficab, tal como o Negócios noticiou em 2015, fornece todos os fios e cabos dos automóveis de luxo Bugatti. Marcas como a Volkswagen, Peugeot/Citröen e BMW também são clientes da companhia.

  

"Já podíamos ter dito isto e mais aquilo, mas só na quinta-feira ao fim do dia fui autorizado a dizer hoje aqui que, em 2018, que é amanhã, nascerá uma nova unidade industrial na Guarda, na Plataforma Logística, com um investimento de 25 milhões de euros, 130 postos de trabalho e 12 mil metros quadrados de área coberta", afirmou.

 

Álvaro Amaro acrescentou que a nova unidade do grupo internacional Coficab será "dedicada, naturalmente, às novas tecnologias do sector automóvel, à conectividade".

 

No seu discurso referiu ainda que o investimento foi possível "graças a um notável trabalho de um grande guardense, o engenheiro João Cardoso", que é o actual director-geral da empresa.

 

No entender do autarca, o investimento da Coficab surge no seguimento da estratégia iniciada em 2013 quando assumiu a presidência do município da Guarda e passou a dizer que "era preciso aumentar o poder de atracção, era preciso estimular a economia local", pois era com essa aposta que a Guarda seria colocada "no radar".

 

"A Guarda é hoje procurada" pelos empresários, porque "a Guarda gerou estímulos para isso", rematou.

 

No seu discurso, o autarca falou ainda da atenção que deve ser dada ao interior do país e lembrou que integra o Movimento Pelo Interior que, em 2018, irá apresentar ao Governo seis medidas em eixos como política fiscal, política educativa e política de ocupação do território pelo Estado Português.

 

No dia em que a Guarda comemora a atribuição do foral pelo rei Dom Sancho I, em 1199, Álvaro Amaro disse ainda que concorda quando alguns políticos falam na possibilidade de chamar de Dom Sancho "o novo programa para salvar o país".

 

Observou depois que o rei Dom Sancho "não deve ter mandado fazer as contas para por em funcionamento as políticas de povoamento" do território.

 

"O reino [de Dom Sancho] não as fez e fez bem, a República não as faz e faz mal", observou.

 

Em sua opinião, na actualidade, "é preciso fazer as contas" de "quanto está a custar ao país o despovoamento" dos territórios do interior.

 

Na sessão comemorativa dos 818 anos da cidade da Guarda, para além de Álvaro Amaro, proferiram intervenções a presidente da Assembleia Municipal, Cidália Valbom, o presidente da Junta de Freguesia da Guarda, João Prata, e os líderes parlamentares dos partidos representados na Assembleia Municipal: Aires Dinis (CDU), Marco Loureiro (BE), Henrique Monteiro (CDS-PP), Joaquim Carreira (PS) e Tiago Gonçalves (PSD).

 

Após a sessão solene, o município da Guarda inaugurou as obras de requalificação do Parque Municipal da cidade.

 




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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Detesto cagões e gabarolas. Mas, também reconheço que a verdadeira humildade apenas está ao alcance dos grandes génios!
Este Álvaro Amaro, provavelmente nada teve a ver com a decisão da Coficab e se algo teve a ver não fez mais que a sua obrigação. Não é motivo para se babar!

Luis Há 2 semanas

Ainda bem, pois a Guarda é a capital de distrito que mais desertificou. A Coficab já estava na Guarda é uma ampliação do negócio e muito bom, mas a Camara da Guarda tem sido uma inutilidade a captar novas empresas.

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