Energia Empresas chinesas já controlam 26% da EDP
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Empresas chinesas já controlam 26% da EDP

A China Three Gorges investiu 200 milhões para reforçar a sua posição na EDP. Com esta operação, duas empresas detidas pelo Estado chinês já controlam mais de um quarto do capital da eléctrica portuguesa.
Empresas chinesas já controlam 26% da EDP
André Cabrita-Mendes 03 de outubro de 2017 às 22:30

A China Three Gorges abriu os cordões à bolsa para passar a controlar 23,26% da EDP. A companhia estatal chinesa detinha 21,35% da eléctrica portuguesa e investiu 207 milhões de euros para comprar mais 1,91%.

A operação teve lugar no dia 29 de Setembro numa transacção realizada fora de mercado. Cada acção foi comprada por um valor de 2,9637 euros, anunciou a EDP na terça-feira.

Com este reforço o Estado chinês passou a deter 26,28% do capital da EDP através de duas empresas. Além dos 23,26% controlados agora pela Three Gorges, a empresa estatal chinesa CNIC responde por 3,02%. Mas a EDP tem o direito de voto limitado a 25% do capital, sendo que as duas participações chinesas (26,23% no total) são imputáveis a um único accionista: a República Popular da China.

A China Three Gorges entrou no capital da EDP no final de 2011 quando desembolsou 2.700 milhões de euros para comprar 21,35% da eléctrica liderada por António Mexia.

O  futuro da EDP e o papel que a China Three Gorges pode vir a desempenhar têm sido noticiados ultimamente. A companhia estatal chinesa quer ter mais poder na EDP para comandar o crescimento da eléctrica portuguesa através de compra de activos, conforme noticiou o Negócios em meados de Setembro.

O plano será para levar a cabo ao longo dos próximos dois anos e pode passar pela realização de um aumento de capital com o objectivo de fazer novas aquisições. O Governo português foi informado há meses pela China Three Gorges das suas intenções de reforçar na EDP. Um cenário avançado por Luís Marques Mendes a 17 de Setembro, no seu espaço de comentário na SIC, e confirmado pelo Negócios.

Outro cenário que tem sido noticiado para a EDP é a solução espanhola, através de uma fusão com a Gas Natural Fenosa. O presidente da eléctrica espanhola, Isidro Fainé, esteve recentemente em Lisboa onde informou o Executivo de António Costa da sua intenção. No entanto, tanto a EDP como a Gas Natural já rejeitaram esta fusão. 

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